Nova York, 9 mai (EFE).- Os mercados nova-iorquinos do Nyse e Nasdaq informaram hoje que estão trabalhando com a autoridade reguladora dos Estados Unidos para determinar o motivo pelo qual a Bolsa de Nova York caiu 9% em 6 de maio em um intervalo de 20 minutos.

Nova York, 9 mai (EFE).- Os mercados nova-iorquinos do Nyse e Nasdaq informaram hoje que estão trabalhando com a autoridade reguladora dos Estados Unidos para determinar o motivo pelo qual a Bolsa de Nova York caiu 9% em 6 de maio em um intervalo de 20 minutos. Ambos os grupos das bolsas de valores emitiram hoje um comunicado à imprensa conjunto no qual indicaram que se "comprometem a trabalhar junto à Comissão da Bolsa de Valores (SEC, na sigla em inglês) e os outros reguladores para determinar a causa pela qual os mercados caíram na quinta-feira". Pelo comunicado, foi firmado compromisso também para "desenvolver soluções que ofereçam uma maior estabilidade dos mercados, sua eficiência e transparência". A Bolsa de Nova York viveu em 6 de maio uma das sessões mais dramáticas de sua história, afetada pelos nervos sobre a situação da Grécia e aparentemente por um erro humano, que depois obrigou ao índice tecnológico Nasdaq cancelar as contratações de seus 20 minutos mais frenéticos e a abrir uma investigação oficial. O Dow Jones chegou a cair 9,17% (-997,21 pontos) e ficar nos 9.869,62 pontos e o seletivo S&P 500 perdeu 8,58% e tocou nos 1.065,79 pontos, enquanto o Nasdaq desceu 9,01% aos 2.185,75 pontos, para atenuar posteriormente seu descenso. Já o Dow Jones fechou com uma perda de 3,2% (-347,80 pontos) e ficou em 10.520,32 pontos, o S&P 500 desceu 3,24% (-37,72 pontos) para os 1.128,15 pontos. Nyse e Nasdaq sublinharam no domingo seu apoio à SEC, com sede em Washington, por sua "contínua liderança nos momentos críticos para os mercados globais". "Estamos de acordo em que um processo construtivo promoverá a confiança dos mercados financeiros para os investidores, as empresas que cotam e todos os participantes dos mercados", agregaram esses dois mercados nos quais são cotadas a maior parte das empresas americanas. Como resultado das últimas turbulências, as mais intensas desde o episódio Lehman Brothers em 2008, os mercados americanos perderam todo o ganho deste ano. Em 6 de maio, a Comissão da Bolsa de Valores dos Estados Unidos e a Comissão de Comércio de Futuros de Matérias-Primas (CFTC), junto a outras entidades reguladoras e os mercados de valores abriram uma investigação para revisar a "incomum atividade da bolsa" naquele dia. Alertaram também que "é preciso tomar as medidas adequadas para proteger os investidores" e informaram que tornarão públicos os resultados dessas pesquisas, assim como as "recomendações" apropriadas. Em Washington, os legisladores também mostraram inquietação diante da devastação gerada pelo incidente e iniciaram um debate sobre a regulação da atividade que poucos entendem claramente. Embora o Nyse tenha sistemas para desacelerar a atividade quando detecta uma irregularidade, nenhuma plataforma eletrônica foi adotada. Uma subcomissão de finanças da Câmara de Representantes convocou uma audiência para a próxima terça-feira na qual se examinará o episódio, quando o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse na sexta-feira que as autoridades reguladoras estão avaliando a situação com a preocupação de proteger aos investidores e evitar que o fato se repita. O grupo Nyse é a maior praça da bolsa do mundo em volume monetário e em número de empresas. O Nasdaq é a maior Bolsa de Valores eletrônica automatizada dos Estados Unidos e nela estão cotadas mais de 3,6 mil companhias e corporações. EFE emm/dm

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