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NY opera em baixa após dados fracos de emprego

Nova York - As Bolsas de Nova York operam em baixa, nesta quinta-feira, dando continuidade às fortes perdas registradas ontem, quando os mercados norte-americanos fecharam em queda superior a 5%.

Agência Estado |

 

As preocupações com a debilidade econômica e com a saúde financeira das empresas, principalmente as fabricantes de automóveis, persistem, e o dado semanal sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos divulgado esta manhã contribui para piorar o ambiente.

Às 14h22 (de Brasília), o índice Dow Jones caía 0,12%, o Nasdaq 100 recuava 0,43% e o S&P 500 tinha baixa de 0,28%.

De acordo com o Departamento de Trabalho dos EUA, o número de pedidos de auxílio-desemprego subiu em 27 mil na semana encerrada no último sábado (dia 15), para um nível sazonalmente ajustado de 542 mil pedidos, o maior desde julho de 1992.

A média quadrissemanal de pedidos, por sua vez, aumentou em 15.750, para 506,5 mil, o maior nível desde janeiro de 1983 e bem acima do patamar de 400 mil normalmente associado a recessões. Os índices futuros de Nova York acentuaram bastante suas perdas no pré-mercado, logo após a divulgação desses dados.

De modo geral, o mercado deve seguir bastante volátil hoje, com os investidores reagindo fortemente às notícias que aparecerem ao longo do dia. "Eu prefiro dizer alguma coisa sobre onde o mercado deve estar daqui a três anos do que arriscar a afirmar onde estará quatro horas após a abertura", disse o estrategista de investimentos Quincy Krosby, da The Hartford. "Esse mercado está à procura de direção, de alguma notícia positiva, de alguma clareza", disse ele.

Mas é improvável que alguma notícia positiva seja anunciada ao longo do dia. A agenda de indicadores econômicos traz também como destaques ainda hoje o índice de atividade industrial de Filadélfia referente a novembro e o de indicadores antecedentes do Conference Board de outubro.

Ações

Analistas afirmam também que as próximas 48 horas poderão ser voláteis também por causa da incerteza quanto à ajuda do governo dos EUA às montadoras General Motors (GM), Ford e Chrysler, da fraqueza do setor financeiro e dos vencimentos de opções amanhã. O líder da maioria no Senado norte-americano, o democrata Harry Reid, desistiu de submeter à votação um pacote de socorro à indústria automotiva, que enfrentou resistência por parte de alguns congressistas. No pré-mercado em Wall Street, as ações da GM despencaram 10%, mas as da Ford subiram 1,6%.

A companhia de energia solar Suntech Power Holdings cedia 22% também no pré-mercado. Embora tenha anunciado aumento de 5% de seu lucro líquido no terceiro trimestre deste ano, a empresa previu um desempenho bem pior do que o esperado pelos analistas para o quarto trimestre de 2008.

A seguradora de bônus Ambac, ao contrário, disparava 27%, em reação ao anúncio de que fechou um acordo sob o qual pagou US$ 1 bilhão em dinheiro para se livrar de obrigações de dívida com garantias de US$ 3,5 bilhões. Depois do fechamento do mercado, serão anunciados os balanços da Dell, Limited Brands e Gap.

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