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NY e notícias corporativas ruins fazem Bovespa cair 0,9%

Por Aluísio Alves SÃO PAULO (Reuters) - Em sessão volátil, a Bolsa de Valores de São Paulo sucumbiu à combinação do panorama externo negativo com notícias ruins de empresas domésticas e fechou no vermelho, após duas altas seguidas.

Reuters |

O Ibovespa, principal índice da bolsa paulista, caiu 0,91 por cento, aos 57.017 pontos. O volume negociado somou 4,46 bilhões de reais.

Praticamente sozinhas, as blue chips Petrobras e Vale protegeram o Ibovespa de quedas mais pronunciadas. Empurradas pela recuperação no petróleo, cujo barril retomou a marca dos 120 dólares, as ações preferenciais da Petrobras subiram 1,7 por cento, a 33,86 reais.

A Vale agradou com os resultados do segundo trimestre, com aumento do lucro em dólar, garantindo uma boa valorização das ações durante a maior parte do dia. No final, os papéis perderam fôlego, mas ainda assim as preferenciais fecharam com alta de 0,1 por cento, para 36,75 reais.

'Mas, conforme o dia foi passando, o conjunto do mercado pesou mais', disse Pedro Galdi, analista da SLW corretora.

Em Wall Street, dados mostrando aumento do desemprego nos Estados Unidos, vendas mais fracas do Wall Mart em julho e um prejuízo de 5 bilhões de dólares da seguradora AIG empurraram o índice Dow Jones para uma queda de 1,93 por cento.

Além disso, o dia foi pródigo em notícias ruins no ambiente corporativo doméstico. Entre elas esteve a Gol, que anunciou uma redução no seu plano de frota para os próximos dois anos, para fazer frente à forte alta dos preços dos combustíveis.

As ações preferenciais da companhia aérea desabaram 13,9 por cento, a 15,96 reais. Para completar o mau dia, a empresa ainda teve o rating cortado pela Moody's, que ainda anunciou a possibilidade de novos reduções na nota de crédito.

Outro destaque negativo foi a TIM Participações, cujas ações preferenciais mergulharam 6 por cento, para 3,76 reais.

Não era para menos. A operadora de telefonia celular reportou prejuízo no segundo trimestre, reduziu as estimativas de expansão da receita líquida e da margem de lucro para 2008.

Outro que desagradou o mercado com os resultados trimestrais foi o Unibanco. A instituição teve lucro 10 por cento menor do que no segundo trimestre de 2007, expandiu menos que seus concorrentes a carteira de crédito, estagnou a receita com prestação de serviços e piorou a margem financeira.

Resultado: as units do banco perderam 3,46 por cento, a 20,36 reais.

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