Os dados de novembro do mercado de trabalho nos Estados Unidos mostraram o maior declínio no número de vagas de emprego no país desde dezembro de 1974 e um resultado bem pior do que o esperado pelos analista. Os números acentuaram a queda dos índices futuros das Bolsas de Nova York, apontando para uma abertura negativa das Bolsas norte-americanas hoje.

Às 12h30 (de Brasília), o índice Dow Jones recuava 1,15%, o Nasdaq 100 caía 1,29% e o S&P 500 tinha baixa de 1%.

O Departamento de Trabalho dos EUA informou que foram eliminadas 533 mil vagas de trabalho no país em novembro, muito mais do que a expectativa já bastante ruim dos analistas, de corte de 350 mil vagas. Além de ser o pior resultado desde dezembro de 1974, foi apenas a quarta vez nos últimos 58 anos em que o número de vagas recuou em mais de 500 mil em apenas um mês. No período de setembro a novembro deste ano, 1,2 milhão de vagas desapareceram do mercado de trabalho norte-americano. Desde que a recessão começou, há 11 meses, mais de 1,9 milhão de empregos foram eliminados.

A taxa de desemprego, por sua vez, subiu para 6,7% em novembro e é a maior desde outubro de 1993. Os cortes foram generalizados entre os diversos setores da economia. Logo após a divulgação dos dados, as principais bolsas européias acentuaram a queda, com Paris e Frankfurt recuando cerca de 4%, e a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) ampliou a baixa para mais de 2%%.

O dado era o principal destaque da agenda de indicadores econômicos de hoje.

Ações

No campo corporativo, a fabricante de aeronaves Boeing caiu quase 2% no pré-mercado em Wall Street, em reação a uma reportagem publicada pelo jornal norte-americano Wall Street Journal (WSJ) informando que a empresa deve atrasar novamente a entrega do modelo 787 Dreamliner. A varejista Big Lots despencava 11%, após anunciar queda de 14% do lucro líquido em seu terceiro trimestre fiscal e cortar expectativas para o restante do ano.

As ações do Bank of America (BofA) caíram 2,9% no pré-mercado em Nova York. Os acionistas do Merrill Lynch aprovaram hoje a compra do banco pelo BofA, mas a transação ainda depende da aprovação das autoridades reguladoras dos Estados Unidos. A Comissão Européia, braço executivo da União Européia (UE), deu hoje luz verde à compra do Merrill Lynch pelo BofA por US$ 50 bilhões. A transação foi anunciada em meados de setembro, quando o Merrill se viu vítima da crise do crédito que atinge o setor financeiro mundial. As informações são da Dow Jones.

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