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NY abre em alta, de olho em plano para montadoras

As Bolsas de Nova York abriram em alta hoje, com os investidores animados com os progressos sobre o plano de resgate da indústria automotiva, cujo texto pode ser votado na Câmara dos Estados Unidos ainda nesta quarta-feira. Às 12h35 (de Brasília), o índice Dow Jones subia 1,20%, o Nasdaq 100 avançava 1% e o S&P 500 ganhava 1,29%.

Agência Estado |

A Casa Branca e os congressistas norte-americanos ainda dão os retoques finais no plano para socorrer as montadoras, mas já chegaram a um "acordo sobre o conceito", afirmou ontem à noite um graduado representante do governo. O texto do projeto, que deve conceder US$ 15 bilhões em empréstimos às fabricantes de automóveis, deve ser votado ainda hoje pela Câmara dos Representantes, depois de uma reunião entre a liderança da Casa e a cúpula democrata. No pré-mercado em Nova York, as ações da General Motors (GM) subiram 4,04% e Ford avançaram 3,41%.

A agenda de indicadores econômicos do dia é mais tranqüila, com destaque para os estoques e vendas no atacado e o relatório do orçamento federal. Um dado sobre pedidos semanais de hipotecas, divulgado mais cedo, também pode favorecer o bom humor do mercado, ao sinalizar algum fortalecimento do setor imobiliário.

Mais cedo, a Associação dos Bancos Hipotecários dos EUA (MBA, na sigla em inglês) informou que os pedidos de hipotecas caíram 7,1% na semana encerrada na última sexta-feira (dia 5), em termos ajustados, depois da alta de 112,1% na semana anterior. Os pedidos de refinanciamento de hipotecas recuaram apenas 0,9% na semana passada, praticamente mantendo o volume elevado visto na semana anterior. Esses pedidos saltaram 203,3% na última semana de novembro, encerrada no dia 28, em relação à terceira semana do mês passado, à medida que os juros das hipotecas caíram.

"Eu considero esse um dos sinais mais encorajadores", disse David Resler, economista da corretora Nomura Securities. "O fato de ter subido muito na semana anterior e agora ter caído pouco é, para mim, uma indicação de que há uma demanda fundamental que precisa ser atendida. Os juros hipotecários menores irão ajudar muitas pessoas e esses são passos importantes para ajudar a nossa economia."

Ações

No setor de matérias-primas (commodities), a mineradora anglo-australiana Rio Tinto anunciou planos para pagar US$ 10 bilhões de sua dívida até o fim de 2009, por meio da venda de ativos, redução de investimentos e o corte de 14 mil postos de trabalho. As medidas são o mais recente sinal das pressões que a desaceleração global coloca sobre as gigantes de mineração, conforme a demanda fraca derruba os preços das commodities e prejudica os lucros.

A Aluminum Corp. of China, ou Chalco, poderá divulgar prejuízo no quarto trimestre deste ano por causa dos cortes nos preços de alumina e das reduções de capacidade diante da fraca demanda por seus produtos, disse uma pessoa familiarizada com a situação. As informações são da Dow Jones.

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