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NY abre em alta, com ajuda a financeira ligada à GM

As Bolsas de Nova York abriram em alta hoje, beneficiadas pela notícia de que o governo dos Estados Unidos ampliou seu plano de ajuda à montadora norte-americana General Motors (GM). Às 12h35 (de Brasília), o índice Dow Jones subia 0,62%, o Nasdaq 100 avançava 0,51% e o S&P 500 tinha ganhos de 0,53%.

Agência Estado |

O setor automobilístico deve novamente ficar no centro das atenções hoje. Ontem à noite, a GMAC Financial Services, braço financeiro da GM que financia cerca de 80% das compras no atacado de carros da montadora feitas por concessionárias em todo o mundo, informou que receberá US$ 5 bilhões do governo norte-americano em troca de ações preferenciais (PN). A GM poderá receber mais US$ 1 bilhões do Departamento do Tesouro para que possa participar da transação para ajudar a GMAC a levantar mais capital.

Em relatório a clientes, o JPMorgan disse que o anúncio reforça a análise de que o governo dos EUA adotou uma postura de uma solução ampla para a GM. Segundo o banco, um eventual pedido de concordata da GM não pode ser inteiramente descartado, se vários acionistas não aceitarem as concessões exigidas. Mas a "ajuda federal à GMAC sugere que o governo está agora tão financeiramente envolvido no complexo GM que uma quebra da GM parece altamente improvável", afirma o relatório.

A última rodada de financiamento para a gigante automobilística se soma à ajuda de US$ 17,4 bilhões que o governo concordou em dar para a GM e a Chrysler no início deste mês. As ações da GM, integrantes do índice Dow Jones, deram um salto de 11% no pré-mercado, enquanto as da Ford subiam 4,9%. A Ford não está incluída no programa de ajuda federal.

Outra empresa que também continua em foco é a Dow Chemical. As agências de classificação de risco Moody's e a Standard & Poor's rebaixaram a nota de risco de crédito (rating) da companhia química ontem depois que o Kuwait anunciou, no fim de semana, que desistiu de uma joint venture com a empresa. As ações da Dow Chemical, no entanto, subiram 1,4% no pré-mercado.

Hoje, o jornal norte-americano The Wall Street Journal (WSJ) informou que a seguradora de residências e veículos Nationwide Mutual Insurance fechará um acordo de US$ 2,48 bilhões em 1º de janeiro para recomprar 34% da Nationwide Financial Services que ainda não detém. O preço foi acertado há meses, antes que as seguradoras fossem duramente atingidas pela crise financeira.

Agenda

Na agenda de indicadores econômicos, pouco antes da abertura dos negócios em Nova York foi anunciado que os preços das residências norte-americanas seguem em queda acentuada. O índice de preços de moradias S&P/Case-Shiller para dez grandes áreas metropolitanas norte-americanas despencou 19,1% em outubro na comparação com igual mês do ano passado e 3,6% ante setembro. Trata-se do 13º mês consecutivo em que o índice registra um declínio recorde na comparação mensal. O índice para 20 regiões metropolitanas, por sua vez, apresentou queda de 18% em outubro frente a outubro de 2007 e de 2,2% na comparação com setembro, recuo também recorde.

Porém, o mercado também ficará de olho nos mais recentes dados sobre confiança do consumidor dos EUA que, segundo previsões, deverão mostrar uma leve recuperação. O dado, referente a dezembro, será divulgado às 13h (de Brasília). As informações são da agência Dow Jones.

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