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Número de trabalhadores em cafezais pode cair 20%, prevê CNA

Brasília, 18 - O setor cafeeiro, um dos setores que mais empregam no País, deve reduzir em 20% o número de trabalhadores em 2009 em relação ao resultado deste ano. De acordo com técnicos da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a bienalidade da cultura, ou seja, a queda de produção no ano seguinte a uma safra recorde, é um dos fatores que justificam o corte de postos de trabalho nos cafezais.

Agência Estado |

"Além desse fator, a crise mundial e o aumento dos custos de produção levam a uma expectativa de queda na geração de empregos no setor", afirmou.

Além do café, a expectativa é de queda no volume de emprego em outras atividades agrícolas. "O alto nível de incertezas que marca o cenário financeiro global gera um cenário pessimista envolvendo perda de renda, redução de preços e da área de plantio, além da fiscalização", informaram os técnicos. Eles estimam que o saldo de empregos a ser gerado em 2009 ficará no intervalo de 50 mil a 55 mil novos postos de trabalho, com a eliminação de mais de 20 mil empregos no País.

Hoje, ao falar sobre as perspectivas para o agronegócio em 2009, a presidente da CNA, senadora Kátia Abreu (DEM-TO), disse que a confederação vai lançar em fevereiro de 2009 a campanha "Mãos que trabalham" para formar um "exército" de instrutores que atuarão nas áreas de fronteira agrícola, como o sul do Pará, norte de Mato Grosso e na região do Bico do Papagaio, em Tocantins. A idéia, segundo ela, é que esses instrutores fiscalizem o trabalho nas fazendas como se fossem funcionários do Ministério do Trabalho. As fazendas que cumprirem as regras trabalhistas, explicou, receberão um certificado social.

Técnicos da CNA classificaram como "notícia requentada" a informação de que, pela primeira vez, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) desapropriou uma fazenda sob o argumento de que nela era realizada a prática de trabalho escravo. "Em 2004, a denúncia era de descumprimento da função social. A CNA investigou e constatou que a produtividade da área não atingia o permitido por lei e a fazenda foi desapropriada para fins de reforma agrária", explicou Anaximandro Almeida, técnico da CNA.

Boi

A escassez de animais para abate vai continuar sustentando o preço da arroba do boi gordo no mercado interno. A escalada de preços vai depender, no entanto, da magnitude e do alcance dos impactos da crise financeira internacional, que poderá afetar investidores e consumidores em todo o mundo. A avaliação é de técnicos da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

"A dificuldade de acesso ao crédito poderá ter conseqüência sobre os investimentos necessários para aumentar a produtividade do rebanho bovino, o que poderá provocar queda na rentabilidade dos negócios e desestimular ainda mais a atividade, que já se encontra pressionada pelos fortes aumentos de custos ocorridos em 2008", informaram.

No mês de outubro, a arroba do boi gordo foi vendida em São Paulo, para pagamento à vista, a R$ 89,58, valorização real de 27,61% em relação ao mesmo período de 2007. Os técnicos também avaliaram as perspectivas de demanda por carne bovina no mercado interno. "Estima-se que o Brasil deverá manter um ritmo de crescimento mais moderado da economia em 2009, em torno de 3,5%, mas não deverá entrar em recessão, o que favorece o aumento do consumo", informaram. A produção nacional de carnes foi de 9 milhões de toneladas em equivalente carcaça em 2008.

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