Madri, 11 mai (EFE).- O número de jovens dispostos a trabalhar fora de seu país deve aumentar em 50% nos próximos dez anos e cidades como Mumbai (Índia), São Paulo e Tóquio se transformarão nos principais núcleos de negócios, segundo um estudo divulgado hoje pela empresa de consultoria Pricewaterhousecoopers.

Madri, 11 mai (EFE).- O número de jovens dispostos a trabalhar fora de seu país deve aumentar em 50% nos próximos dez anos e cidades como Mumbai (Índia), São Paulo e Tóquio se transformarão nos principais núcleos de negócios, segundo um estudo divulgado hoje pela empresa de consultoria Pricewaterhousecoopers. A conclusão se desprende do IV Relatório Gestão de Pessoas no ano 2020, segundo o qual a média de destinos internacionais aumentará dos 22 países registrados em 2009 para 33 nos próximos anos. O estudo assinala que nove de cada dez jovens nascidos entre 1980 e 2000, denominados 'milennians', estão convencidos que terão mais oportunidades que seus pais para trabalhar em outro país. A pesquisa, baseada na opinião de 4,2 mil graduados, diz que 80% destes jovens querem trabalhar no estrangeiro e 70% espera usar uma língua não-nativa no trabalho. Além disso, o relatório, que reflete as opiniões de altos diretores de 900 empresas, ressalta que a globalização do comércio, da tecnologia e do capital fará com que nos próximos 15 anos 45% das multinacionais migrem para China e Índia. Também assinala as cidades de Mumbai, Délhi, Daca, Tóquio e São Paulo como os principais centros econômicos e os setores da energia e construção como "referente" de negócio empresarial. No entanto, segundo a pesquisa anual entre os altos diretores da empresa de consultoria, 55% de altos cargos e responsáveis de empresas se queixam das dificuldades de mobilizar geograficamente seus empregados e asseguram que é custoso devido às regulações de cada país e seus sistemas fiscais. Por este motivo, o relatório da empresa de consultoria recomenda que os Governos e as companhias "colaborem" para solucionar barreiras que criem obstáculos a concorrência e as operações internacionais e achem "passaportes globais" que permitam aos trabalhadores se deslocar com facilidade. Assim, segundo o estudo, à medida que as empresas se instalem em países em vias de desenvolvimento, as organizações e os Governos poderiam se beneficiar do investimento conjunto nas infraestruturas que os trabalhadores precisam para viver, algo que poderia se estender, por exemplo, à escolarização ou ao acesso à ajuda médica para a população local. EFE rdm/pb

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