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Novos prédios complicam o trânsito

Estão hoje em construção na capital 1.291 prédios com 150.

Agência Estado |

369 vagas de garagem, de acordo com a Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp). Concentrados em alguns bairros, esses empreendimentos imobiliários terão, na avaliação de especialistas, impacto não só no tráfego local, mas também no da cidade, dependendo da região onde estão localizados. Pelo menos 40% dessas construções estão espalhadas pela Mooca, Vila Prudente, Butantã, Vila Leopoldina, Perdizes, Pompéia, Jaguaré, Jardim da Saúde, Morumbi, Vila Mariana e Ipiranga.

Em algumas áreas, onde grandes condomínios foram entregues recentemente, os antigos moradores já sentem dificuldades de locomoção em vias onde isso não acontecia antes. É o caso da Vila Leopoldina, na zona oeste, onde, além de ruas congestionadas, boa parte do trânsito desemboca na Marginal do Pinheiros. Foram 30 lançamentos de janeiro de 2006 até junho deste ano.

"Esses grandes prédios são construídos sem planejamento. Depois que terminam as obras, as construtoras vão embora sem se preocupar com a saturação. No nosso caso (na Vila Leopoldina), há impacto também nas redes elétrica e de esgoto", diz José Benedito Morelli, presidente do Conselho das Sociedades Amigos de Bairro da Lapa, que congrega 42 entidades.

A arquiteta e urbanista Maria do Carmo Vilariño, professora das Universidades Ibirapuera e Paulista, diz que a verticalização em bairros de classe média e alta traz mais carros, já que esse público não costuma usar transporte público. Ela cita, por exemplo, o trânsito na Avenida Sumaré. "Há dez anos, nunca estava congestionada, mas hoje é preciso fazer caminhos alternativos."

Para ela, é preciso planejamento por parte da Prefeitura. "A verticalização ocorre de forma atropelada e o planejamento vem depois. Isso é histórico em São Paulo: primeiro fazer, para depois se planejar." Segundo a arquiteta, essa inversão acaba dificultando e encarecendo as obras necessárias.

Na avaliação de Maria do Carmo, os grandes empreendimentos também estão modificando a relação da população com as ruas. "Os grandes condomínios constroem muros altos que chegam a pegar todo um quarteirão, com isso, os pedestres não se sentem seguros e deixam de passar por essas áreas. O paulistano já é arredio com a rua e isso só tende a piorar."

O engenheiro João Cucci, professor de Engenharia de Tráfego da Universidade Mackenzie, também defende um planejamento rígido por parte dos órgãos públicos. Para ele, as medidas de compensação feitas pelos empreendimentos nem sempre são satisfatórias.

A legislação prevê que só os empreendimentos residenciais com mais de 500 vagas são considerados Pólos Geradores de Tráfego (PGT) e precisam fazer compensações viárias. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informou que não podia comentar o assunto, porque é de competência da Secretaria Municipal de Transportes. A pasta foi procurada durante três dias para explicar as exigências e os estudos que faz em relação aos condomínios, mas não respondeu.

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