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Novos dados refletem pior momento do emprego nos EUA em 5 anos

Jorge A. Bañales Washington, 3 out (EFE).

EFE |

- Os Estados Unidos perderam 159 mil postos de trabalho em setembro passado, a maior queda desde março de 2003, e, embora o índice de desemprego tenha se mantido em 6,1%, há cada vez mais pessoas assumindo empregos temporários.

O Departamento de Trabalho informou hoje que em setembro foram perdidos 159 mil empregos, o que superou em muito os cálculos dos analistas, que contavam com uma queda de 100 a 110 mil.

Ao longo do ano, a economia dos EUA perdeu 760 mil postos de trabalho e muitos analistas consideram que isso é outro indício de que o país está em recessão.

Segundo a Casa Branca, os dados oficiais de hoje são "decepcionantes, porém não inesperados".

"Todo mundo deve entender que levará algum tempo para que nossa economia se recupere da queda no setor imobiliário, dos altos preços da energia e da crise creditícia", explicou o porta-voz da Casa Branca Tony Fratto.

A notícia não estremeceu os mercados, já castigados pelas turbulências financeiras, mas muitos investidores correram ao auxílio dos bônus do Tesouro, enquanto esperavam por uma decisão do plano de resgate financeiro, aprovado nesta tarde pela Câmara americana.

Uma medida alternativa do desemprego, que leva em conta os trabalhadores que, desalentados, abandonam a busca por trabalho remunerado, subiu de 10,7% para 11%, o nível mais alto desde abril de 1994.

Ao mesmo tempo, o número de pessoas que têm emprego por tempo parcial, onde não recebem benefícios como seguro médico ou férias pagas, aumentou 337 mil, para 6,1 milhões.

O total de horas trabalhadas caiu de 0,5%, em uma baixa que durante o ano chegou a 1,4%.

O relatório do Governo mostrou que as remunerações por hora subiram em setembro US$ 0,3 (0,2%), para US$ 18,17, frente ao cálculo de um aumento de 0,3% que tinha sido feito pela maioria dos analistas.

Em um ano a remuneração média subiu 3,4%, enquanto os preços aumentaram quase 6% .

Com a queda no consumo, as empresas recortaram seus plantéis desde que começou a crise no setor imobiliário.

O relatório de hoje é o último sobre a situação do emprego a ser divulgado até 4 de novembro, quando acontecerão as eleições para presidente.

O índice de desemprego subiu 1,4 ponto em um ano e só aumentou duas vezes no ano eleitoral desde a Segunda Guerra Mundial, e em ambos os casos o partido na Casa Branca acabou perdendo as eleições.

"Hoje recebemos a notícia de que em setembro, pelo nono mês consecutivo, postos de trabalho foram perdidos", disse, em comunicado, o candidato presidencial democrata, Barack Obama.

"O Congresso deve aprovar imediatamente um plano de auxílio para nossa classe média, que derrube impostos, salve postos de trabalho e proteja nossas comunidades", afirmou Obama.

Já o candidato presidencial republicano, John McCain, considera que "a classe média dos EUA necessita de ajuda de um Governo que esteja realmente de seu lado".

"A economia de nosso país vai por um mau caminho", ressaltou McCain.

"É imperativo que o Congresso tome medidas para fazer frente à crise financeira que protejam os contribuintes", ressaltou. EFE jab/rr

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