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Novos dados econômicos aumentam temor de recessão no Reino Unido

Londres, 1 set (EFE).- Uma série de dados econômicos divulgados hoje aumentaram o temor de que o Reino Unido possa entrar em uma recessão, depois de a economia britânica permanecer estagnada no segundo trimestre.

EFE |

O número de novos empréstimos hipotecários concedidos em julho foi de 33 mil, abaixo dos 35 mil de junho e 71% menor em relação ao mesmo mês do ano passado, anunciou hoje o Banco da Inglaterra (autoridade monetária britânica).

O número é o mais baixo desde que o banco central começou a elaborar a estatística, em abril de 1993.

Por outro lado, novos dados divulgados hoje destacaram que o setor manufatureiro continua em retração, depois que o índice mensal da Cips (associação colegiada que representa os interesses do setor industrial das cadeias de compra e venda) voltou a se situar abaixo dos 50 pontos.

Apesar de o indicador ter subido ligeiramente em agosto, de 44,1 pontos em julho (o número mais baixo da série histórica), para 45,9, os dados abaixo dos 50 indicam uma contração do setor.

O economista-chefe da consultoria Global Insight para a Europa e Reino Unido, Howard Archer, afirmou que o contínuo enfraquecimento da atividade industrial em agosto aumenta a previsão de a economia britânica se contrair no terceiro trimestre e entrar em recessão.

Além disso, Archer previu quedas "pronunciadas" do preço dos imóveis nos próximos meses que se somarão aos dados publicados nos últimos dias por companhias do setor, que antevêem queda entre 5% e 10%.

No entanto, a Associação Britânica de Caixas Econômicas (BSA, em inglês) anunciou hoje que este tipo de entidade financeira se beneficiou da "contínua incerteza" econômica e que os depósitos líquidos de julho realizados por seus clientes subiram para 1,44 bilhão de libras, o dobro do que no mesmo mês de 2007.

A associação atribuiu este aumento ao fato de os poupadores buscarem "lugares seguros" para depositar seu dinheiro.

Apesar do aumento, a BSA anunciou que o número líquido de empréstimos concedidos (após descontos de pagamentos antecipados e amortizações) em julho foi negativo (79 milhões de libras), frente ao dado positivo de 506 milhões de libras de 12 meses antes.

Os dados divulgados hoje se tornam públicos depois de o ministro da Economia britânico, Alistair Darling, destacar em uma entrevista neste final de semana que as dificuldades que o Reino Unido tem enfrentado são "as piores em 60 anos".

O Banco da Inglaterra, que anuncia na quinta-feira se mantém ou altera a taxa básica de juros, volta a se ver forçado a decidir entre o perigo da inflação - de 4,4% em julho - e o arrefecimento da economia, que está conduzindo o país à recessão.

Nas últimas semanas, têm aumentado as opiniões que defendem uma redução da taxa básica de juros, que atualmente está em 5% ao ano, como único meio de dinamizar a economia. EFE pdj/wr/rr

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