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Novo secretário do Tesouro é nome respeitado pelo mercado

Na sexta-feira, logo após o vazamento da informação de que Timothy Geithner seria o secretário do Tesouro no governo do presidente eleito, Barack Obama, as bolsas começaram a subir. Geithner representa uma transição tranqüila - afinal, como atual presidente do Fed (Banco Central) de Nova York, ele é um dos principais responsáveis pelos pacotes para combater a crise econômica e é velho conhecido do mercado.

Agência Estado |

Apesar da cara de menino, o futuro secretário do Tesouro, de 47 anos, é um veterano no governo. Ele teve como mentores Robert Rubin e Lawrence Summers, quando eles eram secretários do Tesouro no governo Bill Clinton. Geithner se dá bem com Summers, que o promoveu a subsecretário para assuntos internacionais no Tesouro na época da crise asiática e brasileira nos anos 90. Depois, foi indicado para presidir o Fed de Nova York, responsável por Wall Street, epicentro da crise.

No Fed, Geithner tentou monitorar melhor os derivativos exóticos e títulos lastreados em hipotecas que passaram a se proliferar a partir de 2000. Ele não defendeu mais regulamentações, mas acreditava ser necessário um acompanhamento mais cuidadoso desses novos instrumentos financeiros.

Com o agravamento da crise, a partir de agosto de 2007, Geithner passou a pedir maior intervenção do governo para evitar o desastre. Ele coordenou o resgate de US$ 30 bilhões do Bear Stearns, em março, e as operações para salvar AIG e a decisão de deixar o Lehman Brothers quebrar.

Como secretário do Tesouro, Geithner ficará encarregado de reformular todo o arcabouço regulatório do sistema financeiro e aplicar programas para reativar a economia. Contudo, muitos acham que Summers, de personalidade forte, controlará o discreto Geithner.

Os dois são considerados "Rubinomics", ou intelectualmente próximos ao ex-secretário do Tesouro Robert Rubin, que enfatizou o equilíbrio no orçamento, livre comércio e desregulamentação. Os "Rubinomics", porém, terão de se adaptar a uma nova realidade.

O déficit orçamentário, por exemplo, será agravado pelo pacote de estímulo esperado para o início do governo. Equilíbrio fiscal não será prioridade no curto prazo. E o Tesouro deve mergulhar na missão de regulamentar novamente todo o sistema financeiro.

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