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Novo secretário do Tesouro dos EUA quer combater recessão com força

O secretário do Tesouro escolhido por Barack Obama, Timothy Geithner, que apresentou suas desculpas por antigos problemas fiscais, comprometeu-se, nesta quarta-feira, a combater a recessão com força e rapidez.

AFP |

Hoje, diante da Comissão de Finanças do Senado americano, Geithner prometeu "agir com a força, a rapidez e o cuidado necessários para colocar nossa economia de pé e renovar a fé dos americanos em nosso futuro econômico".

Na sabatina, Geithner reconheceu que ainda não tem um plano pronto para resolver as dificuldades do setor bancário. "Esperamos ter o mais rápido possível um plano completo", afirmou, acrescentando que não poderia dar "detalhes precisos" nesta quarta-feira.

Em declarações preliminares, Geithner expôs os quatro pontos principais de sua atuação, caso a Comissão o confirme no cargo.

Em primeiro lugar, segundo ele, os Estados Unidos devem agir "rapidamente e dar um apoio importante para o relançamento econômico e do crédito".

O plano de estímulo à economia de 825 bilhões de dólares, atualmente em discussão no Congresso, assim como os 350 bilhões de dólares do Plano Paulson de resgate dos bancos, que ainda não foram gastos, devem contribuir para esse primeiro objetivo, destacou Geithner.

Em seguida, ele insistiu nos investimentos necessários, sobretudo, "na modernização das infra-estruturas" para recuperar a economia.

No terceiro ponto, ele pede retorno a "uma posição fiscal mais sustentável", ou seja, a uma moderação dos gastos, assim que o país voltar a crescer.

No quarto e último ponto, Geithner defendeu a necessidade de uma reforma do sistema financeiro, "de modo que a economia americana e a economia mundial não sejam, novamente, confrontadas com uma crise dessa gravidade".

"Estamos diante de uma importante perda de confiança em nossa economia, mas não perdemos as capacidades fundamentais que os americanos têm: de mudar, de se reformar, de se adaptar", declarou, alertando, porém, que isso "levará tempo".

"Desculpo-me ante o comitê" de Finanças por minha distração em relação ao pagamento de impostos, num momento de graves dificuldades econômicas, afirmou.

O Comitê de Finanças do Senado havia revelado na semana passada que Geithner sonegou uma parte dos impostos devidos há alguns anos, mas a situação foi regularizada, reconheceu.

"Foram descuidos, devido à negligência, erros evitáveis, mas não intencionais", insistiu. Deveria ter sido mais prudente. Corrigi logo, pagando o que devia".

A confirmação de Timothy Geithner como secretário do Tesouro no futuro governo Obama havia sido questionada na terça-feira, por problemas relacionados à declaração do imposto de renda e à situação migratória de uma de suas ex-empregadas domésticas.

Timothy Geithner, de 47 anos, é presidente do Federal Reserve de Nova York desde novembro de 2003, o que também faz dele vice-presidente do comitê de Política Monetária do Federal Reserve americano (Fed, o Banco Central dos EUA) e um grande especialista em mercados financeiros.

É um dos principais criadores das medidas de exceção tomadas pelo Fed para reativar a economia nacional, sobretudo, com o plano de resgate dos bancos.

Foi subsecretário de Assuntos Exteriores, durante o governo Bill Clinton, tendo sido diplomado em Estudos Asiáticos, na Universidade de Dartmouth (Hannover, New Hampshire), uma das mais antigas e prestigiadas dos Estados Unidos, na qual também estudou o atual secretário do Tesouro, Henry Paulson.

Apaixonado pela Ásia, estudou chinês e japonês e passou boa parte de sua infância no exterior, morando no Zimbábue, Índia e Tailândia, entre outros. Também possui Mestrado em Economia Internacional, na Universidade Johns Hopkins, Baltimore (Maryland, nordeste).

Antes de entrar no Tesouro, Geithner começou sua carreira trabalhando para a Kissinger Associates, consultoria criada pelo ex-chefe da diplomacia americana Henry Kissinger.

Após deixar o Tesouro, com a chegada de George W. Bush à Casa Branca, em janeiro de 2001, atuou, por um breve período, como pesquisador associado no Council on Foreign Relations, até assumir, entre novembro de 2001 e novembro de 2003, o Departamento de Elaboração e Exame das Políticas do Fundo Monetário Internacional (FMI).

jit/sd/tt

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