Washington - O novo presidente e executivo-chefe da General Motors, Fritz Henderson, afirmou hoje que entende as exigências de reestruturação que a Casa Branca exigiu para poder receber o apoio de Washington.

Henderson acrescentou, durante uma entrevista coletiva realizada em Detroit, que a GM tem que aprofundar e acelerar a reestruturação, seguindo as pautas dadas na segunda-feira pelo presidente americano, Barack Obama.

O novo presidente da GM, que assumiu seu posto ontem depois que o Departamento do Tesouro forçou a renúncia de Rick Wagoner, também afirmou que a empresa pode ter que fechar mais fábricas nos próximos meses, a fim de cumprir os requisitos impostos pelo Governo americano.

Henderson respondeu que isso "pode acontecer", quando foi perguntado sobre se será necessário o fechamento de mais montadoras, e acrescentou que o "fator determinante será a viabilidade" será se a empresa conseguirá obter um "elevado nível de utilização".

A GM já se comprometera, em 17 de fevereiro a fechar cinco montadoras nos Estados Unidos e no Canadá.

A respeito da possível necessidade de que GM declare falência e suspenda pagamentos, Henderson disse que ela ocorrerá se, até 1º de junho, a empresa não conseguir equilibrar suas contas.

O governo americano deu hoje 60 dias à General Motors para elaborar um novo plano de reestruturação, mais profundo e acelerado do que o apresentado em fevereiro.

O diretor reiterou que a preferência da empresa continua sendo por evitar a moratória, embora essa opção possa ser necessária.

Sobre as marcas da GM, no entanto, Henderson disse que não conseguiu chegar a um acordo de venda da Hummer, como havia antecipado, mas que ainda pode fazê-lo nos próximos dias ou semanas e que a companhia está em negociações com diversos grupos interessados.

Henderson também repetiu que no futuro, GM se concentrará em quatro marcas: Chevrolet, Cadillac, GMC e Buick. 

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