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Novo plano torna aporte de capital em bancos dos EUA mais rígido

SÃO PAULO - A nova versão do programa de socorro aos bancos dos EUA continua prevendo a possibilidade de aporte de capital do governo nas instituições, mas as regras não serão as mesmas delineadas pela administração de George W. Bush, e que envolveram o desembolso da primeira parcela de US$ 350 bilhões do pacote de US$ 700 bilhões aprovado no ano passado.

Valor Online |

Antes de receber novas injeções de capital, os bancos com ativos totais acima de US$ 100 bilhões terão que passar por testes de estresse para que o governo saiba com mais segurança a posição financeira da instituição.

Se após esta medição o banco for qualificado para o programa, o governo fará um aporte por meio da compra de ações preferenciais que poderão ser convertidas em ações ordinárias em caso de "um cenário econômico pior do que o esperado".

O aporte será provisório e deve ser desenhando para incentivar a substituição do investimento por aplicações feitas pelo setor privado assim que possível.

Ao mesmo tempo, o governo pretende assegurar que as instituições que receberem injeção de capital vão manter a carteira de crédito em níveis superiores ao que fariam sem a ajuda oficial. Os bancos terão que detalhar como o dinheiro será usado no processo em que pedirem o aporte de recursos.

Para que o programa tenha mais transparência, todos os investimentos feitos pelo governo a partir de então serão levados a cabo por meio de uma entidade que será chamada de Financial Stability Trust. Todos os contratos envolvendo aportes oficiais serão disponibilizados na internet na página www.financialstability.gov.

Os bancos que participarem do programa deverão limitar o pagamento de dividendos trimestrais a US$ 0,01, suspender os programas de recompra de ações até que o governo seja reembolsado e suspender compra de "empresas saudáveis" com pagamento em dinheiro a não ser com consentimento do Tesouro.

Como já havia sido anunciado, os principais executivos das instituições terão o pagamento anual em dinheiro limitado a US$ 500 mil. Valores acima disso poderão ser pagos em ações, mas só ficarão disponíveis após o banco ter quitado seus compromissos com o governo.

(Valor Online)

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