BERLIM (Reuters) - A Alemanha não será capaz de equilibrar seu orçamento ao longo dos próximos quatro anos porque o estímulo do crescimento econômico será prioridade, disse o futuro ministro das Finanças Wolfgang Schaeuble em entrevista a um jornal neste domingo. Schaeuble, veterano no partido de Angela Merkel, disse ao Welt am Sonntag que a Alemanha só poderá começar a reduzir sua dívida quando a crise econômica terminar.

"Ninguém pode dizer que a crise já passou", disse Schaeuble, designado oficialmente por Merkel no sábado como ministro das Finanças. Ela selou uma aliança com o Partido Democrático-Liberal, com bastante trânsito entre empresários.

"Portanto, nós temos que fazer tudo para interromper o declínio do crescimento econômico e recuperá-lo o quanto antes".

Perguntado se é uma utopia esperar um orçamento equilibrado no futuro próximo, Schaeuble respondeu: "Claramente sim, no atual período legislativo. É ambicioso demais simplesmente cumprir a meta constitucional de dívida".

"Não faz nenhum sentido falar de medidas de poupança, em um momento em que você precisa pressionar por medidas de estímulo", disse.

"Vamos ver onde podemos poupar, passo a passo, dependendo da forma como a economia evoluir".

Schaeuble foi uma escolha surpresa para o cargo de ministro das Finanças. Ele criticara indiretamente a promessa eleitoral de Merkel de conceder bilhões de dólares em isenções fiscais ao dizer que havia pouco espaço para isso nas finanças alemãs.

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