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Novo corte do juro ainda é possível, diz Bernanke

O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Ben Bernanke, indicou ontem que não vai economizar esforços em seu apoio aos mercados financeiros e à economia, dizendo que novos cortes na taxa básica de juros - hoje em 1% - são certamente viáveis. O Comitê de Mercado Aberto do Fed vai se reunir nos dias 15 e 16 para sua última consideração regular de política monetária antes da posse do novo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

Agência Estado |

Novas reduções das taxas "são certamente factíveis", disse Bernanke em discurso numa convenção empresarial em Austin, no Texas.

Desde setembro de 2007, quando os juros nos Estados Unidos estavam em 5,5%, o Fed afrouxou sua política monetária em quase todas as reuniões até levá-la ao nível mais baixo desde junho de 2004. Embora seja possível mais um corte da taxa, a realidade é que abaixo de 1% os juros de mercado seriam reduzidos a quase nada.

Bernanke disse ainda que, além do corte nos juros, entre as opções do Fed estão compras diretas de títulos do Tesouro e ativos emitidos pelas empresas patrocinadas pelo governo (conhecidas como GSE) "em quantidades substanciais" para afetar as taxas de retorno (yields), "assim, ajudando a estimular a demanda agregada".

Ele citou o anúncio do Fed da semana passada de que vai comprar até US$ 600 bilhões em dívida das GSEs e ativos hipotecários garantidos pelas GSEs e chamou de "encorajador" o fato de o anúncio das medidas ter baixado as taxas hipotecárias.

O Fed também pode canalizar liquidez a certos segmentos dos mercados financeiros, disse Bernanke, citando as recentes medidas para dar apoio ao mercado de commercial paper.

Bernanke disse que a economia dos EUA "permanece sob considerável stress" e após contrair 0,5% no terceiro trimestre, em termos anuais, "a atividade econômica parece ter virado em baixa" depois de setembro.

Refletindo essa avaliação, a atividade industrial - medida pelo Instituto de Gestão de Oferta (ISM) - caiu ao nível mais baixo em novembro desde 1982 e a expectativa para o relatório de emprego de novembro nos EUA é de uma queda de mais de 300 mil vagas, com alta na taxa de desemprego.

De fato, Bernanke disse que os dados semanais de pedidos de auxílio-desemprego "sugerem que as condições nos mercados de mão-de-obra pioraram mais em novembro". E com a piora nas condições dos mercados de trabalho e de crédito, o gasto de consumo está "a caminho de registrar outro acentuado declínio no quarto trimestre", disse.

O presidente do Fed está otimista com a perspectiva para a inflação. Segundo ele, com os preços das commodities caindo "dramaticamente", a inflação "parece estar posicionada para cair significativamente no próximo ano a níveis consistentes com a estabilidade de preços".

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