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Novo banco lidera na alta renda

O novo banco que nasce da fusão do Itaú com o Unibanco ultrapassa o Bradesco ou abala a sua liderança em vários segmentos de mercado pelo critério de número de clientes, aponta a pesquisa do Instituto Fractal, especializado em mercado financeiro. O novo banco, quando não lidera, encosta no Bradesco, afirma Celso Grisi, professor da FEA/USP e responsável pelo levantamento dos dados.

Agência Estado |

No segmento de pessoas físicas de alta renda, isto é, aqueles correntistas que recebem mais de R$ 4 mil por mês, Bradesco, Banco do Brasil e Itaú detinham, cada um, 23% do total de correntistas no primeiro semestre deste ano. Com o negócio, o novo banco se descola dos demais e ganha a liderança com 33% do mercado.

O quadro se repete no segmento de pequenas empresas, cujo faturamento mensal está abaixo de R$ 10 milhões. "Havia um empate técnico entre Bradesco e Itaú, cada um com 33% do total de clientes", observa Grisi. Depois da fusão, o novo banco fica 10 pontos porcentuais à frente do Bradesco, respondendo por 43% do total.

O especialista observa que os dados que compõem a análise são provenientes de pesquisas de campo encomendadas pelos próprios bancos com consumidores e empresas. Como há superposição de clientes, isto é, uma empresa ou uma pessoa física pode ter conta em vários bancos ao mesmo tempo, os índices não somam 100%.

Em dois segmentos, o novo banco ocupa a posição de vice-líder, atrás do Bradesco, porém com um diferença em pontos porcentuais bem menor do que o Itaú sozinho tinha em relação ao líder.

Entre os clientes pessoas jurídicas, no caso de grandes e médias empresas, por exemplo, cujo faturamento mensal está acima de R$ 10 milhões, o novo banco detém 58% dos clientes, ante 60% do Bradesco, e ultrapassa o Banco do Brasil, que é o terceiro no ranking, com 56% do mercado.

Entre os clientes pessoas físicas de renda média, isto é, que recebem entre R$ 800 e R$ 4 mil por mês, o novo banco, com 30% do total de clientes, também chega mais perto do Bradesco, que continua na liderança com uma fatia de 33%. Grisi observa que a participação do Itaú sozinho nesse segmento era de 25%.

Pelo critério de número de clientes, o único segmento no qual o Bradesco continua líder, com uma grande vantagem sobre o segundo colocado, é na baixa renda. Entre os clientes com renda mensal inferior a R$ 800, o Bradesco detém 35% do mercado, ante 28% do novo banco. Antes da fusão, a fatia, apenas do Itaú, era de 24%.

"A fusão entre Itaú e Unibanco vai provocar uma grande mudança no mercado bancário brasileiro, e o Bradesco não terá como reagir ao avanço da concorrência se não partir para a compra de outros bancos", observa Grisi.

Segundo Grisi, o Bradesco, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal foram as instituições mais prejudicadas pelo negócio. Na opinião do especialista, o novo banco deve ser o pontapé inicial para que o Bradesco comece a se internacionalizar de forma mais agressiva.

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