Com o boom imobiliário verificado nos últimos dois anos, o mercado de condomínios horizontais, até então estagnado, também registrou significativa recuperação. Conforme dados do levantamento anual da Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio (Embraesp), o número de unidades lançadas cresceu 85% na Região Metropolitana de São Paulo e 98% na capital paulista, em 2007.

O ritmo de lançamentos vem sendo mantido ao longo dos primeiros meses de 2008. Foram lançadas 1.321 unidades na Região Metropolitana, de janeiro a maio deste ano. No mesmo período do ano passado, foram 1.377, segundo a Embraesp.

A notícia é boa para os que pretendem comprar um imóvel novo e têm predileção por morar numa casa com um quintal. Apesar de os apartamentos serem maioria entre as ofertas, a casa é a moradia ideal para grande parte das pessoas. "O condomínio horizontal tem uma aceitação maior do consumidor. Isso já vem sendo mapeado há muito tempo. Faz parte de um desejo que tem a ver com a idéia de retornar à vila, ter espaço para as crianças brincarem", afirma Caio Portugal, vice-presidente de Desenvolvimento Urbano do Sindicato das Empresas de Compra, Vendas de Imóveis (Secovi).

No entanto, são poucos os bairros onde os empreendedores consideram viável a construção de condomínios horizontais dentro da cidade de São Paulo. Isso porque, segundo explica Portugal, o preço dos terrenos encareceu ao longo dos últimos anos, o que fez com que se optasse, na maioria dos casos, pela construção de prédios.

Mas com o surgimento de novas tecnologias construtivas, condomínios de casas voltaram a ganhar força. "Os sistemas construtivos e arquitetônicos hoje possibilitam adequar o preço do produto ao preço do terreno", afirma. Isto pode ser verificado no valor médio do metro quadrado dessas unidades. Segundo a Embraesp, o preço registrado este ano foi de R$ 2.518, na capital, e R$ 2.423, na Região Metropolitana.

A zona leste da cidade é uma das que mais concentram condomínios horizontais. Justamente porque nesta região o valor do terreno é menor. Ainda segundo a Embraesp, este ano, dos 14 bairros que receberam lançamentos desse tipo de empreendimento, seis estão na região: Penha, Arthur Alvim, Ermelino Matarazzo, Itaim Paulista, São Miguel Paulista e Itaquera, todos voltados ao segmento econômico. "Nessas áreas, é pequeno o processo de verticalização. A vocação é de construção de casas, mesmo."

Mas também há ofertas para quem procura casas lançadas de padrão médio a elevado. Estas podem ser encontradas em bairros como Morumbi, na zona oeste; Brooklin, zona sul; e Tremembé, na zona norte. Fora da capital, há mais opções. Cotia, Mogi das Cruzes e Guarulhos são municípios que também concentram este tipo de empreendimento. As informações são da edição de domingo do O Estado de S. Paulo/Imóveis

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