Londres, 22 set (EFE).- As novas regras que entram amanhã em vigor na City de Londres exigirão mais transparência aos investidores que tentarem especular com a queda das ações.

Os investidores que quiserem realizar vendas a descoberto (short-selling) em mais de 0,25% das ações de um banco ou de uma seguradora deverão revelar suas posições.

A venda a descoberto consiste na tomada em empréstimo por um investidor de ações de uma companhia para vendê-la imediatamente, com a esperança de poder recomprá-la depois mais barata, antes de devolvê-la e ficar com a diferença.

A Autoridade de Serviços Financeiros (FSA, em inglês), organismo regulador da City de Londres, proibiu até 16 de janeiro essa prática em 33 valores, devido às atuais turbulências no mercado.

Segundo números da firma de análises Data Explorers, o gigante bancário Barclays foi a companhia que mais foi submetida a essas práticas de short-selling no fechamento da bolsa na quarta-feira passada, já que 5,2% de suas ações estavam em empréstimo.

No caso do Halifax Bank of Scotland (HBOS), cujas ações oscilaram muito na semana passada antes de sua compra pelo banco Lloyds TSB, as vendas a descoberto só afetaram 3% das ações.

Em seu discurso aos presentes ao congresso trabalhista em Manchester, o ministro da Economia britânico, Alistair Darling, defendeu a proibição temporária dessas práticas como forma de "acalmar os mercados".

"As vendas a descoberto não são a causa principal das atuais turbulências financeiras, mas as agravaram enormemente nas últimas semanas, ao prejudicar a confiança nas sociedades financeiras", disse Darling. EFE jr/an

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.