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Nova tele celular, Aeiou inicia operações com aporte de R$ 250 milhões

SÃO PAULO - Após oito anos de preparação, um investimento de R$ 250 milhões e um modelo de negócios inédito no país, foi lançada hoje em São Paulo a operadora de celular Aeiou, antiga Unicel. A companhia busca, a partir de suas baixas tarifas e baixo custo de operação captar cerca de 500 mil usuários no primeiro ano de atuação, além de obter uma margem operacional (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização - Ebitda, em inglês) de 40% nesse mesmo período.

Valor Online |

Uma de nossas inspirações foi a companhia aérea JetBlue, do David Neeleman, que criou o conceito de baixo preço e alta qualidade, afirma o presidente e executivo-chefe da Aeiou, José Roberto Melo da Silva, em referência ao empresário que recentemente lançou uma nova companhia aérea, a Azul, no Brasil.

A tarifa por minuto será de R$ 0,14 em ligações feitas entre celulares da Aeiou, de R$ 0,28 em ligações para telefones fixos e de R$ 0,63 para aparelhos de outras operadoras.

O modelo da Aeiou, afirma o executivo, é totalmente baseado na internet. Isso permitirá uma operação enxuta, com apenas 60 funcionários para atender grande parte da região metropolitana de São Paulo (Capital, Osasco, Guarulhos e cidades do ABCD), sem custos operacionais pesados com pessoal ou com o subsídio de aparelhos - que a empresa não fará.

Nossa meta de Ebitda é margem de 40% no primeiro ano. Como nosso custo é muito mais baixo, e o Ebitda é a receita versus despesas operacionais, projetamos essa taxa, afirma o executivo.

A rede da companhia, afirma ele, terá 230 estações, algumas delas ainda em implantação. Segundo ele, todas estarão em funcionamento para o lançamento comercial, dia 7 de setembro. Uma vez instaladas, explica o executivo, a operadora terá capacidade para suportar 1 milhão de usuários, embora a meta no primeiro ano seja atingir no mínimo a metade disso.

Além da licença para atuar na região de prefixo 11 na região metropolitana, o executivo diz que a empresa já planeja a expansão para o restante da área 11. Depois, ainda no primeiro ano, a idéia é levar a operação para o interior do estado de São Paulo e, mais no longo prazo, estudar a ampliação para o resto do país.

Segundo Melo da Silva, a proposta da companhia é atuar inicialmente num nicho de mercado: jovens de classe média. É claro que nossa intenção é atingir todos os públicos, mas vamos começar com esse, afirma ele, explicando que esses usuários são mais identificados com o uso da internet, assim como bastante sensíveis a preços.

Em relação à concorrência, Melo da Silva repete o que disse Neeleman na ocasião do lançamento da Azul: Se as concorrentes tentarem nos acompanhar, vão quebrar. Segundo ele, porém, a Aeiou não deverá entrar numa disputa direta de marketing com as grandes teles.

Se você subir num ringue com o Mike Tyson, certamente vai se dar mal. Você tem que chamá-lo para jogar xadrez ou damas, disse, explicando que a briga entre sua operadora e as outras teles têm de se dar em campo favorável a ela. Senão, você vira picadinho, acrescentou.

Como é uma empresa nova, com modelo inédito, Melo da Silva explica que o sistema de comercialização ainda pode ser ampliado. No lançamento, os usuários poderão se tornar clientes pela internet, em lojas terceirizadas e na sede da companhia, na Vila Madalena, em São Paulo. E, embora se concentre no público jovem, a companhia já estuda oferecer serviços para grandes clientes, como sindicatos e empresas.

De acordo com Melo da Silva, a idéia de uma operadora casando o baixo preço da operação pós-paga à versatilidade da versão pré-paga surgiu da diferença entre tarifas dessas duas modalidades. Segundo ele, embora o país tenha cerca de 81% dos usuários de telefonia móvel em planos pré-pagos, a utilização média por mês no país é de cerca de 80 minutos apenas.

Os preços no Brasil são absurdamente altos, um dos maiores do mundo, afirma o executivo. Existe uma demanda reprimida enorme, com muita gente querendo falar, mas impossibilitada pelos preços, acrescenta.

Segundo Melo da Silva, o refil - como classifica a recarga ou utilização dos pós-pagos - terá valor médio entre R$ 20 e R$ 30 por usuário por mês.

(José Sergio Osse | Valor Online)

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