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Nova plataforma da Petrobras produzirá 8% do petróleo nacional

A Petrobras batiza hoje, terça-feira, a primeira plataforma semi-submersível construída integralmente no Brasil. Programada para operar no campo de Marlim Sul, na Bacia de Campos (RJ), a unidade marca uma nova conquista da indústria naval brasileira com o conteúdo local acima de 75% de bens e serviços adquiridos de fornecedores nacionais.

Redação |

Uma das obras incluídas no Plano de Aceleração do Crescimento do Governo Federal (PAC), as obras dessa nova plataforma geraram cerca de quatro mil empregos diretos e 12 mil indiretos, contribuindo tanto para o crescimento da indústria nacional quanto para o aumento do volume de empregos no País.

Realizada no estaleiro BrasFels, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, a cerimônia contará com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo, do ex-presidente da Petrobras e atual presidente da BR Distribuidora, José Eduardo Dutra, além de ministros de Estado e diretores da Companhia. A madrinha da plataforma será a primeira-dama, Marisa Letícia Lula da Silva.
  
A construção da P-51 é um marco no processo de retomada da indústria naval brasileira. Em fevereiro de 2003, pouco depois da posse do presidente Lula, a direção da Petrobras optou por suspender o processo de licitação da P-51 e da P-52, que já estavam em andamento, para incluir no edital a exigência de conteúdo nacional mínimo.

A partir de então, a exigência passou a ser adotada em todas as licitações realizadas pela Petrobras, o que permitiu à indústria naval brasileira reestruturar-se de modo a poder atender, hoje, boa parte do volumoso programa de encomendas recentemente anunciado pela Companhia para os próximos anos.
  
Produção nacional - Em 2010, quando atingir sua capacidade operacional máxima, de 180 mil barris de petróleo e seis milhões de metros cúbicos de gás por dia, a P-51 será responsável por cerca de 8% da produção nacional de petróleo. A nova unidade integra, também, o Plano de Antecipação da Produção de Gás Natural (Plangás) e será estratégica para o aumento da oferta de gás natural ao mercado brasileiro.

Além disso, a P-51 faz parte do Plano Diretor de Escoamento e Tratamento (PDET) da Bacia de Campos, sistema logístico estratégico para o escoamento de petróleo e gás produzidos nessa região. Dos seis milhões de m³ de gás que serão produzidos por dia, uma parte será destinada ao consumo interno da unidade, como combustível para geração elétrica, e o restante será escoado para a terra.
  
Início da operação - A P-51 ficará ancorada no campo de Marlim Sul, a uma profundidade de 1.255 metros e instalada a 150 km da costa. Será interligada a 19 poços (dez produtores de óleo e gás e nove injetores de água) e produzirá óleo de 22º graus API. A previsão é que ela siga, ainda em outubro, para a Bacia de Campos e que comece a operar no final deste ano.

Com investimentos de aproximadamente US$ 1 bilhão, a plataforma foi construída pelo consórcio FSTP (Keepel Fells e Technip) nas cidades de Niterói, Rio de Janeiro, Itaguaí e Angra dos Reis, pela Nuovo Pignone, Rio de Janeiro e pela Rolls Royce, em Niterói.


Raio-x da P-51

Localização: campo de Marlim Sul - Bacia de Campos, 150 km da costa

Capacidade de produção: 180 mil barris de petróleo/dia

Capacidade de compressão de gás: 6 milhões de m³/dia

Capacidade de injeção de água: 282 mil barris de água/dia

Geração elétrica: 100 MW (energia suficiente para iluminar uma cidade de 300 mil habitantes)

Lâmina dágua: 1255 m

Poços produtores: 10

Poços injetores: 9

Acomodações: 200 pessoas

Comprimento x Largura: 125 x 110 m

Peso total: 48 mil toneladas

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