Enquanto os prédios sobem rapidamente, as obras públicas andam a passos lentos na zona oeste. Criada há 15 anos para promover um crescimento urbano ordenado da região, a Operação Urbana Água Branca até agora só permitiu a construção de mais prédios, mas ainda não fez muito para melhorar o trânsito, a drenagem e a paisagem urbana.

Desde que entrou em vigor, a operação já autorizou a construção de 290 mil metros quadrados além do permitido pela legislação. Outros 810 mil m² estão disponíveis ao mercado. Ao todo, foram arrecadados R$ 74,8 milhões com a venda dessas permissões.

Desse dinheiro, no entanto, apenas R$ 2,5 milhões haviam sido gastos até o ano passado. Um pacote de 11 obras viárias foi contratado em julho, mas grande parte das intervenções ainda nem saiu do papel, como o prolongamento da Rua Germaine Burchard e a construção de uma alça no Viaduto Pompeia. O prazo de entrega é março de 2011.

"Primeiro constroem e depois pensam nas consequências", critica Maria Antonieta de Lima e Silva, presidente da Associação Amigos de Vila Pompeia. "Temos milhões na conta da operação e o que foi feito até agora? Nada."

A Prefeitura prevê que a população na área seja quadruplicada, tornando a região uma dos mais populosas da capital até 2025. Para isso, está preparando uma mudança na legislação da operação urbana que permitirá o aumento do número de moradores dos atuais 25,8 mil para 111,4 mil. O perímetro da operação se estende pelos distritos de Barra Funda, Perdizes e Lapa, envolvendo uma área de 5,4 milhões de m².

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