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Nova negociação da Rodada Doha pode ficar para dia 17

O diretor-geral da Organização Mundial de Comércio (OMC), Pascal Lamy, adiou a rodada de reuniões ministeriais que pretendia iniciar no próximo dia 13 para tentar concluir as negociações da Rodada Doha, sobre livre comércio. Depois de reuniões realizadas ontem à noite com negociadores de diversos países, Lamy afirmou que os principais entraves à conclusão da Rodada permanecem.

Agência Estado |

Outras consultas aos negociadores serão feitas por Lamy e, dependendo do resultado, a reunião ministerial poderá ser marcada para 17 a 19 de dezembro, em Genebra. O diretor-geral da OMC enviou uma carta aos negociadores confirmando o adiamento.

Foram mais de duas horas de reuniões nas quais os diplomatas tentaram elaborar um texto sobre compromissos na área agrícola e de produtos industriais. Lamy disse que as negociações travaram em questões envolvendo algodão, mecanismos para proteger agricultores de países pobres e propostas de cortes significativos de tarifas sobre certos produtos. "Sem avançar em soluções para essas três questões, não chegaremos a um acordo para um texto geral", disse Lamy.

Durante o último fim de semana, a OMC divulgou novos textos sobre o que seria o rascunho de um acordo que harmonizaria as propostas para o comércio de produtos agrícolas e industriais. O consenso, porém, não foi alcançado. Diplomatas observaram que ainda existem muitos pontos que precisam ser trabalhados para evitar outro fracasso na conclusão da Rodada Doha, iniciada no Catar em 2001.

"Está claro que estamos mais próximos de um acordo hoje do que em julho. Ao mesmo tempo, os riscos de não chegarmos até ele são mais altos que naquela época", advertiu Lamy, referindo-se à necessidade de um pacto global de comércio para enfrentar a crise econômico-financeira. "O custo potencial de um segundo fracasso em menos de seis meses e a piora da situação econômica pedem que sejamos prudentes", afirmou.

Negociadores se mostraram céticos após a reunião com Lamy, ontem, sobre se uma reunião ministerial ocorrerá em pouco tempo. Muitos culparam os Estados Unidos, Índia e China por manterem suas posições congeladas desde julho. Esses e outros países continuam relutantes em abrir seus mercados ou reduzir o suporte financeiro a seus produtores agrícolas. A maratona de negociações realizada em julho fracassou após um impasse entre EUA e Índia.

A secretária de Estado da França para Comércio, Anne-Marie Idrac, disse a repórteres em Bruxelas que a posição desses países, especialmente a dos EUA, torna a conclusão da Rodada uma incógnita. "A verdade é que há muita incerteza sobre as posições que os EUA defendem e se o Congresso do país ratificaria um acordo", disse após reunião com ministros europeus de comércio. Segundo ela, a União Européia quer um acordo "claro e ambicioso". As informações são da Dow Jones.

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