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Nova linha a exportador terá juro maior

O aumento do crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) à exportação em R$ 5 bilhões virá acompanhado da alta do custo médio do financiamento ao comércio exterior. O presidente da instituição, Luciano Coutinho, detalhou ontem as condições da nova linha, batizada de pré-embarque especial.

Agência Estado |

Ele lembrou que o BNDES tem como objetivo complementar o esforço feito pelo governo, principalmente pelo Banco Central, de suprir a oferta de crédito à exportação diante da crise.

"As linhas de crédito às exportações evaporaram, ficaram desidratadas, depois da paralisia do sistema de crédito global." A nova linha terá prazo de 18 meses e taxa diferenciada por categoria. Ficou mantida a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), hoje em 6,25%, para os setores de equipamentos industriais, de infra-estrutura e material aeronáutico.

No entanto, o custo de financiamento subiu para os segmentos de bens de capital, automotivo (ônibus, caminhões e tratores) e também para bens de consumo. Os dois segmentos poderão escolher entre juros fixos de 15% ao ano, mais spread dos agentes repassadores, ou uma taxa que está atualmente em 7,65%, mais spread dos agentes, que varia de acordo com uma cesta de moedas.

Pela primeira opção, o exportador pagará um pouco mais caro, mas fica protegido de variações cambiais. Nas linhas tradicionais, a taxa fixa antes variava entre 8% e 12% ao ano.

O BNDES decidiu ainda ampliar de US$ 50 milhões para US$ 150 milhões o limite de acesso ao crédito à exportação a companhias do setor de bens de consumo. O objetivo é dar gás às empresas para que não paralisem vendas externas.

De janeiro a agosto, o banco liberou US$ 3,5 bilhões para a exportação e a expectativa era chegar ao fim do ano com o patamar de US$ 6 bilhões. Mas, com os novos recursos, Coutinho espera atingir US$ 8,5 bilhões, dependendo da demanda e do uso dos R$ 5 bilhões extras, que podem ser desembolsados em até 12 meses.

O cálculo do valor de US$ 8,5 bilhões traz implícito o câmbio médio a R$ 2 até o fim do ano. Mas Coutinho disse não poder prever qual será o câmbio. Ainda sem saber que o dólar havia chegado a R$ 2,30 enquanto concedia entrevista, disse acreditar que "o câmbio de hoje (ontem), de R$ 2,20, está refletindo um momento de grande tensão e não vai perdurar".

Ele prevê que o crédito à exportação no Brasil se normalizará em três meses. Ressaltou que, no mundo, porém, esse processo deve demorar mais e depende da posse de um novo governo nos Estados Unidos, entre outros fatores. Coutinho admite que a economia brasileira vai desacelerar no ano que vem, mas pouco. "Não há motivo para jogar a toalha", enfatizou. "Não há nenhuma razão para a economia brasileira se deixar contaminar e desacelerar o seu crescimento significativamente."

Até agora, segundo Coutinho, não foi sentida nenhuma redução na demanda por crédito no BNDES, mas disse também não saber "se a demanda por investimentos se manterá com tanta firmeza". Ele lembrou que a meta de aumentar os investimentos para 21% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2010 está baseada em um aumento anual de 11% e que o ritmo no primeiro semestre foi de cerca de 16% ao ano. Também disse que a demanda por crédito no BNDES cresceu, até agora, num ritmo até superior a isso.

O executivo minimizou os anúncios de cancelamento de projetos de investimentos por empresas, dizendo que não é o cancelamento de um ou outro que permitirá "aquilatar" a demanda por investimentos. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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