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Nova lei deixa construção mais cara

Os preços dos materiais de construção em São Paulo podem ficar de 1,5% a 3% mais caros para o consumidor nos próximos meses. A estimativa, feita pela Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), leva em conta o aumento do custo operacional, após o início da restrição do tráfego de caminhões no centro expandido de São Paulo.

Agência Estado |

Pelas novas regras, os caminhões estão proibidos de circular por uma área de 100 km², entre 5h e 21h. Para receber e entregar cargas, as empresas precisam utilizar o período noturno. Durante o dia, é permitido apenas o transito de caminhões menores - os Veículos Urbanos de Carga (VUCs), com até 6,3 metros de comprimento - na área restrita.

O presidente da Anamaco, Cláudio Elias Conz, lembra que os VUCs continuam liberados até novembro, mas que a utilização de veículos menores já está aumentando os custos para as empresas.

"Um caminhão podia carregar 20 toneladas. Com o VUC, é possível levar 3,8 toneladas", exemplifica. "A empresa vai precisar de mais viagens para transportar a mesma mercadoria. Com isso, o custo aumenta."

Conz afirma que o preço da entrega de mercadorias pode até dobrar. Isso se refletiria, na composição do preço final dos produtos, em aumentos de 1,5% a 3%. "Mas ainda estamos iniciando uma avaliação efetiva para fazer as adequações", afirma.

No sábado, as lojas de materiais de construção já conseguiram uma vitória. Um decreto publicado no Diário Oficial do município permite que elas façam entregas em áreas residenciais durante a madrugada, sem desrespeitar o Programa de Silêncio Urbano (Psiu). "Foi um alívio para nós", confirma Conz.

Com a lei que restringe o tráfego de caminhões durante o dia, as empresas só poderiam fazer entregas entre 21h e 22 h, já que o Psiu proibia os ruídos após as 22 horas. Agora, o decreto libera as entregas de materiais de construção com caminhões das 21h às 5h.

"Numa área residencial, se uma casa está sendo construída, nós vamos poder entregar os produtos durante a noite", diz Conz. "Em condomínios, tudo vai depender do regimento interno. Mas nada impede que as entregas sejam feitas com a autorização dos moradores."

Para fazer as entregas durante a noite em áreas residenciais, porém, as empresas terão que solicitar uma autorização especial na Secretaria Municipal de Transportes.

Alta do frete

O impacto das restrições sobre o frete é uma das principais preocupações dos comerciantes. Segundo o Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria de São Paulo (Sindipan), a alta do frete vai aumentar o custo fixo das lojas. Alguns estabelecimentos já foram informados de altas de 20% no frete.

Nos supermercados, uma estimativa inicial apontou para a possibilidade de aumentos de até 5% no preço final de alguns produtos. Empresas de logística que atendem as grandes redes, no entanto, estão em fase de adequação à nova lei e ainda não definiram aumentos.

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