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Trezentos metros separam a futura Estação Paulista (Linha 4-Amarela) e a Consolação (Linha 2-Verde) e, quando a primeira for inaugurada, um pouco menos de um terço desse percurso poderá ser feito sem esforço pelos passageiros. Um conjunto de seis esteiras rolantes "inteligentes" vão transportar os usuários por 90 metros a uma velocidade de 2,5 quilômetros por hora.

Trezentos metros separam a futura Estação Paulista (Linha 4-Amarela) e a Consolação (Linha 2-Verde) e, quando a primeira for inaugurada, um pouco menos de um terço desse percurso poderá ser feito sem esforço pelos passageiros. Um conjunto de seis esteiras rolantes "inteligentes" vão transportar os usuários por 90 metros a uma velocidade de 2,5 quilômetros por hora. Serão três corredores de esteiras rolantes, cada um com dois equipamentos. Cada unidade mede 1,10 de largura por 45 metros de comprimento e uma viagem de um lado a outro, percorrendo duas esteiras consecutivas, deve levar dois minutos e 18 segundos - isso se o passageiro permanecer parado. Os aparelhos, fabricados pela ThyssenKrupp, são do modelo "Iwalk", mas também são conhecidas como "esteiras inteligentes". O nome vem do sistema de uso eficiente da energia elétrica. Quando não há passageiros, ela fica parada. É só alguém colocar o pé no equipamento e ele entra em ação. O sistema é similar ao das escadas rolantes das Estações Sacomã, Alto do Ipiranga, Santos-Imigrantes e Chácara Klabin, da Linha 2-Verde. Diferentemente das escadas rolantes, no entanto, o sistema de tração das esteiras não tem correntes, o que elimina a necessidade de lubrificação adicional. "Trata-se do primeiro modelo da nossa fábrica instalado no mundo com essas inovações tecnológicas", informou a Assessoria de Imprensa da ThyssenKrupp. As novas tecnologias, garante a empresa, têm o objetivo de atender "princípios ambientais". Segundo o Metrô, a capacidade máxima conjunta das seis esteiras é de 20 mil usuários por hora, nos momentos de maior movimento. Lá fora. No Brasil, a rede de transporte metropolitano do Rio já tem o sistema de esteiras em algumas estações. Neste caso, elas não servem para unir uma linha à outra, mas para encurtar a distância entre o local de captação dos usuários e a plataforma, que chega a quase 200 metros. Isso ocorre nas Estações Cardeal Arcoverde e Cantagalo, ambas em Copacabana, e General Osório, em Ipanema. Em outros países, principalmente na Europa, é mais comum o uso de esteiras rolantes nas redes de metrô. Aeroportos de todo o mundo também adotaram a solução, já que os passageiros geralmente têm de andar por grandes distâncias.

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