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Nova associação quer reduzir custo de captação de cias

A transformação do Brasil em um polo de negócios internacionais terá, como uma das principais consequências, o aumento da liquidez no mercado financeiro e a redução do custo de captação de recursos por parte das empresas. Ao menos essa é a expectativa do diretor-geral da Brain (Brasil Investimentos e Negócios), Paulo Oliveira.

Agência Estado |

"O Brasil é um polo local na América Latina, mas tem vocação e condição de se tornar um centro internacional de negócios", afirmou durante a apresentação da nova associação.

A Brain é uma iniciativa da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), BM&FBovespa e Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), que há mais de um ano elaboram um plano, conhecido como Projeto Ômega, para transformar o Brasil nesse polo. A nova entidade é que irá ajudar a executar o projeto.

Além das entidades que encabeçaram a iniciativa, a Brain conta com 12 associados até agora (Associação Comercial de São Paulo, Fecomercio, Fiesp, Firjan, Cetip, Santander, Itaú Unibanco, Bradesco, HSBC, Banco do Brasil, BTG Pactual e Banco Votorantim). Cada uma dará uma contribuição anual de R$ 1 milhão. A expectativa é que a Brain ganhe novos associados a partir de amanhã, quando será promovido o lançamento da entidade.

Durante o processo de criação da Brain, foram mapeadas cerca de 80 iniciativas em diversos setores. Essas ações estão agregadas em três grandes frentes. A primeira é consolidar o Brasil como centro de negócios da América Latina, com a regionalização do setor financeiro, apoio à expansão de empresas "multilatinas" e a criação de um marco regulatório regional.

A segunda frente é desenvolver o relacionamento desse centro de negócios globalmente. Para isso, Oliveira afirma que será necessário melhorar a infraestrutura do País, reforçar o comércio exterior e simplificar a legislação cambial. O terceiro passo é reforçar a competitividade brasileira.

Listagem dupla

Uma das primeiras ações da Brain será criar condições especiais para que as empresas brasileiras consigam fazer a dupla listagem de papel, ou seja, negociar na Bolsa brasileira e também em uma estrangeira. O caminho inverso também será estimulado. Para isso, o presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto, afirmou que os reguladores dos diversos países, em especial os asiáticos, serão procurados. A ideia é evitar que as companhias tenham os custos de listagem duplicados. "Vamos facilitar o acesso a capital com um custo menor, viabilizando o crescimento das empresas", disse.

Embora tenha sido criada por instituições financeiras, o presidente da Anbima, Marcelo Giufrida, reforçou que a Brain quer agregar empresas de todos os setores e permitir o desenvolvimento da economia brasileira, com uma prestação de serviços de qualidades e o apoio à internacionalização das companhias. "É um projeto de longo prazo que depende de todo setor público e privado. A Brain vai permitir o debate e irá transformar essa visão em realidade", disse.

De acordo o presidente da Febraban, Fabio Barbosa, a execução do projeto é de longo prazo (entre cinco e dez anos) e por isso o objetivo não é tratar de questões pontuais ou de fazer com que o governo federal dê maior agilidade às modificações regulatórias.

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