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Notebook de US$100 não será realidade por pelo menos mais três anos, afirma Gartner

SÃO PAULO - O notebook de US$ 100 não deve se tornar realidade pelo menos por mais três anos. A fixação em chegar a esse valor de referência, avalia a consultoria Gartner, pode inclusive levar as fabricantes a deixar de lado aspectos mais importantes relacionados ao emergente mercado de mini-notebooks.

Valor Online |

Com o objetivo inicial de ser um equipamento voltado ao mercado de educação, esses notebooks até agora têm preços muito superiores aos US$ 100 almejados. Segundo o Gartner, os valores atuais não devem cair significativamente nos próximos anos.

"Os benefícios econômicos possíveis com a disseminação da tecnologia da informação (TI) em mercados emergentes atualmente conduz a busca pelo PC de US$ 100, mas ainda há muitas questões em aberto", disse a diretora de pesquisa do Gartner, Annette Jump.

"Essas questões incluem escolher especificações relevantes de hardware, disponibilidade de energia e custo e disponibilidade de acesso à internet, assim como a oferta adequada de financiamento e opções de pagamento para mercados emergentes, nos quais os recursos podem ser extremamente limitados", acrescenta.

Segundo o Gartner, a demanda crescente por esses aparelhos, em conjunto com a queda nos preços dos componentes, pode potencialmente reduzir os preços em entre 10% e 15% nos próximos três anos. Já os custos de embalagem, montagem e instalação de softwares devem continuar nos mesmos níveis atuais.

A analista lembra que programas pilotos de mini-notebooks para a área de educação em regiões da África, América do Sul e Europa Oriental deixaram lições valiosas para futuros projetos semelhantes.

Segundo o Gartner, eles demonstraram a importância de provisões financeiras além das necessárias para compra dos hardwares, do planejamento e do treinamento de professores e de alunos, do desenvolvimento de conteúdo em linha com o currículo escolar local e a escolha de uma interface apropriada. Também se mostrou de grande importância a disponibilidade de assistência e suporte técnicos constantes nessas regiões.

Além do setor de educação, os mini-notebooks têm apresentado forte crescimento de demanda entre consumidores. Os usuários de negócios, porém, também não estão sendo totalmente atendidos com os produtos atuais, afirma o Gartner.

Segundo a consultoria, para que essa categoria de aparelhos eletrônicos passe a ser bem aceita e tenha sucesso, é preciso que se posicionem não como um computador, mas como uma janela para a internet e como um meio para que as pessoas trabalhem, joguem, aprendam, gravem e se comuniquem da forma que quiserem.

Segundo o Gartner, esses aparelhos terão grande apelo tanto em economias maduras como em emergentes e tanto entre usuários domésticos como de negócios.

"Esperamos ver um aumento na inovação de produtos no mercado de PCs nos próximos anos", afirma Jump. "Os mini-notebooks vão criar oportunidades para atingir muitos compradores em todas as regiões, tanto em mercados maduros como um aparelho adicional, como em mercados emergentes, como um computador pessoal", acrescenta.

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