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Nos radares, aviões mudarão de cor se transponder desligar

A Aeronáutica vai aperfeiçoar o sistema de identificação de aeronaves nos radares dos Centros Integrados de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo (Cindactas). Elas mudarão de cor na tela quando o avião perder o sinal do transponder, equipamento que permite informar exatamente o ponto onde se encontra.

Agência Estado |

A troca da cor da etiqueta que indica a aeronave no radar será mais um alerta para o controlador de tráfego aéreo ficar atento e verificar o que está acontecendo quando o avião sumir da sua tela.

O desligamento inadvertido do transponder do jato Legacy pelos pilotos americanos Joe Lepore e Jan Paladino foi um dos fatores determinantes para o choque com o Boeing da Gol, que vinha em sentido contrário a ele, na mesma altitude, em 29 de setembro de 2006, matando 154 pessoas. O controlador de Brasília não havia percebido que o jato não trocou de altitude ao passar pela capital federal.

Em decorrência do acidente, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) elaborou 65 recomendações para os diversos setores de aviação civil envolvidos no acidente. Muitas dessas orientações foram emitidas pouco depois do acidente e já estão em prática desde aquela época. As recomendações serão divulgadas para o público assim que forem apresentadas às famílias, amanhã.

A troca imediata da cor das etiquetas no momento em que o transponder for desligado, procedimento a ser adotado para chamar a atenção do controlador, no entanto, só começará a funcionar no fim do próximo ano, quando houver modificação do software usado no programa de controle do tráfego aéreo. O Cindacta-4 (Manaus) será o primeiro a receber essa melhoria no equipamento.

Outra das recomendações adotadas pela FAB foi a de que cada controlador fica obrigado a detalhar todo o plano de vôo na hora em que falar com o piloto. Como esse foi outro fator determinante para o acidente, já entrou em vigor no fim de 2006. Nesse caso, o controlador que monitorou a saída do jato em São José dos Campos, interior de São Paulo, não foi claro ao dar a instrução aos pilotos, dizendo que eles deveriam voar a 37 mil pés no trecho São José dos Campos-Eduardo Gomes (Aeroporto de Manaus).

Na verdade, os americanos voariam a essa altura apenas até Brasília, quando deveriam mudar de nível, o que se repetiria depois, quando sobrevoassem Mato Grosso. Outros erros de controladores ocorreram quando o Legacy se comunicou com o Cindacta, antes de passar por Brasília, informando a altitude planejada.

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