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Nos países ricos, pior dia desde 1970

As bolsas tiveram o pior dia em duas décadas e, nos países ricos, os resultados foram os mais dramáticos desde 1970. Na Ásia e na Europa, o temor de que o pacote americano não seria aprovado levou o mercado a um colapso, o que acabou sendo confirmado horas depois com o veto dos congressistas americanos.

Agência Estado |

O que mais preocupa é que, sem um novo sinal de ajuda no horizonte, as incertezas devem continuar.

O índice MSCI, que monitora as bolsas de 48 países, sofreu uma queda geral de 6%, a maior em um só dia desde sua criação, há 21 anos. Em setembro, a queda já chega a 12%, o pior resultado de um mês desde a crise russa, em agosto de 1998. Só o índice que reúne os 25 países desenvolvidos caiu 5,9%, o pior recuo desde 1970.

Além do fracasso do pacote, a onda de nacionalização de bancos europeus e a constatação de que a crise cruzou o oceano não ajudaram. As bolsas européias tiveram seu pior dia em quase três anos, deixando o índice Jones Stoxx 600 nos níveis mais baixos desde janeiro de 2005. O euro e a libra não sairam ilesos das turbulências de ontem.

"A interdependência entre a economia americana e a européia é muito grande. O impacto era esperado", disse ao Estado o consultor financeiro Nicolas Veron, do instituto de pesquisas Bruegel, em Bruxelas. "A crise não acabou. É isso o que os mercados estão dizendo."

Todos os 18 índices de bolsas de valores na Europa Ocidental caíram ontem. Em Londres, a redução foi de 5,3%, com perdas de 15% apenas em setembro, no pior mês da bolsa londrina desde 1987. Na França, a queda também foi de 5%. Na Alemanha, Frankfurt caiu 4,2%, em Milão, 4,7%. As ações em Zurique caíram 4,6% e, na Holanda, o tombo foi de 8,8%.

O índice Europes Stoxx 600 caiu 5,1%. No ano, a perda já soma 31%, enquanto o mundo financeiro acumula prejuízos públicos de US$ 554 bilhões. Entre os emergentes, também houve quedas. Na Índia, as bolsas caíram 3,8%; na Rússia, 5,5%.

Os maiores perdedores foram mesmo os bancos, diante do temor de novas quebras. Um dos principais candidatos a mais um resgate é o suíço UBS. O mercado aguarda o anúncio de novos prejuízos do banco. A instituição, que era o símbolo da estabilidade suíça, já perdeu US$ 42 bilhões em um ano. Ontem, suas ações caíram 13,6%.

O Anglo Irish Bank, o Dexia e Deutsche Postbank sofreram quedas substanciais. O Anglo Irish teve perdas de 46%, ante 24% dos alemães. No caso do Dexia, a queda foi de 30%. Mesmo o Hypo Real Estate Holding, salvo no fim de semana pelo governo alemão, sofreu queda de 74% no valor de suas ações. Ainda na Alemanha, o Commerzbank viu suas ações despencarem 22%.

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