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Nos Estados, só Hartung fez ajustes

O único dos 27 governadores que ajustou a proposta orçamentária de 2009 ao novo cenário de retração da economia mundial, antes de enviá-la à Assembléia Legislativa, é Paulo Hartung (PMDB), do Espírito Santo. Ele fez as contas e concluiu que a crise vai suprimir do caixa do governo capixaba pelo menos R$ 700 milhões.

Agência Estado |

É este o valor do corte na receita estimada para o ano que vem, já promovido pelo governador.

"Agimos rápido porque esta crise é avassaladora. Temos de nos preparar para atravessar a pior crise desde 1930", diz o governador, que percebeu a gravidade do momento internacional a partir da quebra do banco de investimentos Lehman Brothers, há cerca de um mês e meio.

O cenário anterior de bonança fez com que os economistas do governo capixaba estimassem um crescimento de 10% na arrecadação. Revistos os números no contexto da crise, a previsão de aumento de receita caiu para 3,7%.

Com as finanças organizadas a ponto de permitir a reserva de 15% das verbas orçamentárias deste ano para investir, Hartung quer manter o nível de investimentos nas áreas de educação, saúde, segurança pública e sistema prisional, que são prioritárias.

Também trabalha para preservar o cronograma das obras em curso."Minha tese é que crises sempre aparecem. Sejam maiores, menores, periféricas ou centrais, elas são do jogo", diz o governador, para quem o desafio dos governos é atravessar a turbulência e sair organizado, quando tudo acabar.

"A crise terá fim e quem sair do outro lado organizado levará vantagem", completa. O objetivo de Hartung é aproveitar a crise para mostrar que o Espírito Santo tem capacidade de viver em um ambiente adequado à atração de investimentos, qualquer que seja cenário.

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