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Northwest cortará 2,5 mil funcionários como parte de programa para enfrentar preço do petróleo

SÃO PAULO - A Northwest Airlines anunciou ontem que irá demitir 2,5 mil funcionários como parte de seu programa de redução de custos para fazer frente às altas no preço do petróleo. Além disso, a companhia norte-americana ainda detalhou outras medidas para tentar elevar suas receitas e reduzir gastos.

Valor Online |

Segundo a empresa, as demissões são necessárias para ajustar a operação à menor capacidade adotada em resposta ao alto preço dos combustíveis.

Nossos custos com combustíveis mais do que dobraram no último ano, disse o presidente e executivo-chefe da companhia, Doug Steenland. Para podermos atravessar esse desafio sem precedentes apresentado pelos combustíveis, temos que tomar medidas tanto para controlar os custos como para aumentar nossa receita, acrescentou.

Em junho, a Northwest havia anunciado sua intenção de reduzir em entre 8,5% e 9,5% a capacidade em seu sistema.

A redução de pessoal vai atingir todas as áreas da companhia. Num primeiro momento, os cortes serão feitos através de programas de aposentadoria e desligamento voluntários. Demissões administrativas só serão adotadas caso as metas de redução não forem atingidas com esses programas.

Esses cortes são o resultado direto de nossos custos extraordinários de combustíveis e uma medida necessária que temos que tomar para melhor adaptar o tamanho de nossa companhia e eliminar vôos que operam com prejuízo, diz Steenland.

A Northwest também vai adotar a prática, já utilizada por outras companhias, de cobrar US$ 15 pela primeira mala despachada. Essa medida começa a valer a partir do próximo dia 28 de agosto para vôos nos EUA e para o Canadá.

Para a segunda mala, a cobrança será de US$ 25, taxa que sobe para US$ 100 no caso de o passageiro ter três ou mais bagagens para despachar.

Outra medida será cobrar dos passageiros freqüentes da companhia taxas de entre US$ 25 e US$ 100 para a emissão de seus bilhetes prêmio. Essa é uma taxa de serviço temporária para contrapor parcialmente nossos custos com combustíveis. À medida que os preços recuem, vamos rever essa decisão, disse Steenland.

A Northwest afirmou que irá adotar taxas mais altas para trocas em bilhetes emitidos. A partir de ontem, irá subir de US$ 100 para US$ 150 a taxa para modificações em bilhetes domésticos não reembolsáveis. Para passagens internacionais, a cobrança será entre US$ 50 e US$ 150, dependendo da classe de serviço.

Além de ajudar a contrapor esses preços extraordinários dos combustíveis, os aumentos de taxas também alinham melhor nossos custos para oferecer esses serviços, disse o executivo. Esperamos que essas três medidas para incrementar as receitas gerem entre US$ 250 milhões e US$ 300 milhões anualmente, o que ajudará a amenizar o fardo desses preços recordes do petróleo, concluiu.

(José Sergio Osse | Valor Online)

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