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Nortel pede concordata no Canadá e nos EUA

A empresa de equipamentos para telecomunicação Nortel Networks entrou ontem com um pedido de falência no Canadá e nos Estados Unidos. A decisão foi acompanhada por promessas de realização de mais uma reestruturação.

Agência Estado |

A Nortel tem enfrentado dificuldades para se recuperar do colapso das ações de empresas de tecnologia no início da década, além de um escândalo contábil que levou a acusações criminais feitas contra a gerência anterior.

O pedido parece ser uma tentativa de evitar o pagamento de US$ 107 milhões em juros que venceram ontem. A quantia equivale a cerca de 5% das reservas de capital da empresa. "A Nortel precisa voltar a ocupar uma posição financeira sólida de uma vez por todas", disse o presidente e diretor executivo Mike S. Zafirovski.

No início da década, a Nortel começou uma série de reestruturações, com 16 rodadas de demissões. Mas analistas questionam se a empresa conseguirá convencer credores e tribunais de que agora terá sucesso. Os investidores não demonstravam fé. As ações da Nortel que já chegaram a valer 123,1 dólares canadenses na bolsa de Toronto fecharam o pregão de terça-feira valendo 4 centavos canadenses.

Outro sinal de mau agouro para a empresa é a sua aparente dificuldade em vender uma unidade que fabrica equipamentos para internet, divisão que foi posta à venda em setembro.Em novembro, a Nortel anunciou um prejuízo de US$ 3,4 bilhões relativo ao terceiro trimestre, em boa parte relacionado à desvalorização de diversas unidades operacionais.

O pedido de reestruturação financeira também dificultará a concretização de vendas da Nortel num mercado já difícil. Nem as empresas de telecomunicações e nem as grandes corporações, citadas por Zafirovski como grande esperança para a aquisição dos seus produtos, devem confiar seus sistemas de comunicação a uma empresa de futuro incerto.

O governo do Canadá ofereceu ajuda à Nortel. O Export Development Canada, banco e seguradora do governo, concordou em emprestar até US$ 30 milhões nos próximos 30 dias. A Nortel quer mais prazo.

Cerca de 6 mil dos 26 mil empregados remanescentes estão no Canadá, mas não está claro até que ponto o governo está disposto a ajudar. É possível que muitos postos de trabalho sejam transferidos para Índia e China. As informações são do jornal New York Times.

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