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Nordeste ainda tem maior proporção de população com renda baixa

RIO - O Nordeste apresentou grande saída de residentes da camada mais baixa de rendimento - até R$ 545,66 de renda familiar - para estratos superiores entre 2001 e 2007, mas ainda é a região com o pior resultado neste quesito, segundo o estudo Pobreza e mudança social, apresentado hoje pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2007 (Pnad 2007). A parcela de nordestinos no estrato mais baixo de renda - até R$ 545,66 - passou de 57,3% do total de residentes na região em 2001 para 49,2% no ano passado.

Valor Online |

 

O economista Ricardo Amorim, do Ipea, pondera que, apesar do avanço do Nordeste, a situação na região ainda é bem pior que nas demais áreas do Brasil. "Ainda é muito diferente do resto do País", afirmou Amorim, acrescentando que ainda há 25,3 milhões de pessoas no Nordeste com ganho abaixo de R$ 545,66 por mês.

A região com fatia mais próxima dessa é a Norte, onde 36,2% dos residentes tem renda abaixo desse valor. A média brasileira é de 27,4%, enquanto o Centro-Oeste tem 21,6%, o Sudeste tem 16,9% e o Sul possui 15%.

No estrato médio, com renda familiar mensal entre R$ 545,66 e R$ 1.350,82, o destaque é o Centro-Oeste, com 40,1% da população nesta faixa. A seguir vem o Norte, com 39,3%; o Sudeste com 37,6%; o Sul, com 36,4%; e o Nordeste, com 34,1%.

Região mais desenvolvida do País, o Sudeste tem 45,5% da população em famílias com renda domiciliar mensal acima de R$ 1.350,82, percentual abaixo dos 48,5% do Sul. O terceiro colocado é o Centro-Oeste, com 38,3%, seguido pelo Norte, com 24,4%. A lanterna é do Nordeste, com 16,7%.

Na média brasileira, o estrato mais baixo responde por 27,4% da população, o estrato médio fica como 36,7% e os que possuem renda familiar mensal superior a R$ 1.350,82 respondem por 35,8%.

Entre os que passaram do grupo 1 para o grupo 2 entre 2001 e 2007 - contingente que soma 10,2 milhões de pessoas -, 37% residem no Nordeste, enquanto 36% moram no Sudeste. A seguir vem o Sul, com 11%; o Norte, com 9%; e o Centro-Oeste, com 8%.

Entre os que pularam do estrato intermediário para a camada mais alta de rendimentos mensais - contingente de 3,6 milhões de pessoas -, 49% residem no Sudeste; 21% no Sul; 18% no Nordeste; 7% no Centro-Oeste; e 5% no Norte.

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