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Nome para Cade divide Dilma e Tarso

Torpedeada por grandes empresas, como Nestlé e Vale, a indicação de Arthur Badin, procurador-geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), para presidir a entidade transformou-se em mais um round da briga entre os ministros petistas da Justiça, Tarso Genro, e da Casa Civil, Dilma Rousseff, e pode acabar engavetada pelo Senado. Convidado para relatar o caso na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), o senador Gerson Camata (PMDB-ES) deixou claro que não pretende acatar a indicação de Tarso.

Agência Estado |

Mas admite "esquecer" o parecer em uma gaveta, a pedido de senadores de partidos de oposição e da base aliada, entre os quais o PT, com o apoio até de governadores preocupados com o caixa estadual. Procurado, Badin não quis se manifestar.

Tarso pediu ajuda a governadores para quebrar o clima "muito ruim" para seu afilhado no Senado, mas, por enquanto, não conseguiu cabalar votos em favor de Badin. No caso do Espírito Santo, do relator Camata, uma das preocupações é com a Nestlé. Como procurador-geral do Cade, Badin ameaçou reabrir o caso da fusão da empresa com a Garoto. Advogados e representantes de outras grandes companhias, como AmBev, Cutrale e Votorantim, também já procuraram senadores reclamando de “perseguições” do procurador-geral. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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