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Nokia prevê que mercado de celulares não crescerá em 2009 no Brasil

O mercado brasileiro de celulares deve fechar 2008 com 52 milhões de aparelhos, ante 44 milhões em 2007, e ter crescimento nulo em 2009, comparativamente ao ano anterior, tanto em volume quanto em valores monetários. A projeção é do presidente da Nokia, Almir Narcizo.

Agência Estado |

Mesmo com crescimento zero, o executivo acredita que o resultado é "muito bom" para o País, considerando a impacto da crise global neste mercado e o aquecimento das vendas no exercício corrente, que cria uma base alta de comparação. Para o número de linhas móveis, a expectativa de Narcizo é de alcançarem 148 milhões ao fim de dezembro.

A disparada do dólar frente ao real tem efeito direto neste mercado, já que cerca de 95% do custo de um celular é denominado em moeda estrangeira. Além disso, os fabricantes trabalham com estoques pequenos, dependendo de novas negociações para a compra de componentes em um intervalo de tempo razoavelmente curto.

Enquanto os estoques de celulares nas lojas não acabam, avalia Narcizo, os preços devem continuar como estão. O executivo destaca que, até agora, o câmbio não tem afetado os negócios da Nokia. "Temos uma estrutura financeira e uma geração de caixa muito forte, o que nos dá bastante vantagem competitiva", afirmou hoje, em coletiva para o lançamento de seis novos modelos de aparelhos celulares, sendo três deles fabricados localmente.

Mas ele reconheceu que saber o rumo do dólar "é uma incógnita" e a maior parte das negociações com o varejo se dá em novembro - segundo ele, o abastecimento em outubro foi "normal". Narcizo frisou, no entanto, que em momentos de pico, como o verificado no câmbio, toda a cadeia de telecomunicações se ajusta, sacrifica um pouco suas margens e demora um tempo a repassar os custos ao consumidor. O executivo conta que começou, em outubro, a conversar com representantes de operadoras de telecomunicações para tratar justamente de renegociação, de modo a evitar que o repasse de custos ao consumidor afete as vendas.

A fabricação de boa parte de seus produtos, inclusive celulares de terceira geração (3G) na unidade de Manaus - que recebeu em 2008 aportes de R$ 25 milhões - foi apontada por Narcizo como uma grande vantagem competitiva da Nokia. Segundo ele, a fábrica - plataforma de exportação para as Américas - foi projetada para exportar entre 20% a 30% de sua produção. Por ora, tem remetido ao exterior 22% do que é fabricado. Entre janeiro e setembro, as exportações do braço nacional da Nokia somaram US$ 334 milhões, alta de 93% ante período equivalente de 2007. "O câmbio nestes patamares nos habilita a ganhar mais com exportações."

Apesar das férias coletivas impostas por boa parte da indústria eletroeletrônica no pólo industrial de Manaus, Narcizo afirmou que a fábrica da Nokia trabalha, no momento, em três turnos, inclusive aos fins de semana.

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