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Nobel de Economia aposta em políticas sociais contra a crise

Nova York, 7 nov (EFE) - O Prêmio Nobel de Economia Paul Krugman qualificou hoje de pesadelo a situação na qual se encontra a economia global e apostou pela ampliação das políticas sociais como forma de combater a crise. Isto é como uma espécie de pesadelo. Está convidada a ser a pior depressão em 25 anos e poderia ser desde a Grande Depressão.

EFE |

Tudo piorou e, apesar de ter começado em Wall Street, já está nas ruas (Main Street)", assegurou Krugman em entrevista concedida à cadeia de informação financeira "CNBC".

Para recuperar a estabilidade e o crescimento econômico dos Estados Unidos, o economista da Universidade de Princeton calculou que será necessário "provavelmente 4% do PIB (Produto Interno Bruto) ou mais. Estamos falando talvez de um plano de US$ 600 bilhões".

Ele desaconselhou poupar recursos nesta questão.

Embora tenha estimado que a dívida nacional dos Estados Unidos chegará a US$ 1 trilhão no próximo ano, Krugman insistiu em lembrar ao presidente eleito Barack Obama que "não é momento para pensar a longo prazo, mas de colocar dinheiro na economia".

Em relação à situação do mercado de trabalho, reconheceu que os dados publicados nesta sexta-feira no país foram muito piores que o previsto, já que refletem que, no acumulado do ano, foram eliminados quase 1,2 milhão de empregos, se1ndo 240 mil em outubro.

Nesse mês, o índice de desemprego americano chegou a 6,5%, o maior desde março de 1994, mas o economista advertiu de que pode chegar "facilmente" a 8%, e mesmo a 10%, uma possibilidade que "teria rejeitado há dois meses".

"Na última recessão, que oficialmente durou oito meses, o mercado de trabalho demorou dois anos e meio para voltar a melhorar, então se continuarmos por esse caminho, poderia demorar até 2010 ou 2011, a não ser que seja aplicado um programa de recuperação muito eficaz", explicou.

O colunista do "The New York Times" alertou, igualmente, para os "terríveis" dados divulgados do setor do comércio no varejo, "que dizem que o pior ainda está por vir".

Ele disse que o que mais o surpreendeu em toda esta crise é "o modo como está se propagando" e como passou de implicar uma explosão das execuções de hipotecas nos EUA até a quebra da Islândia.

"Demonstra que todo o sistema era mais frágil e estava mais interconectado do que ninguém foi capaz de se dar conta", afirmou Krugman, que insistiu na "CNBC" em que esta é uma questão "mundial, gigantesca e o mais próximo de 1932. Nunca poderia imaginar que nos aproximaríamos tanto".

Nesse ano, Franklin Roosevelt ganhou as eleições em um país imerso na Grande Depressão, implementando um pacote de medidas para recuperar a economia conhecido como "New Deal".

No contexto atual, Krugman propôs um "New Deal" que aposte claramente na ampliação das políticas sociais.

"Ajudar aos mais necessitados em momentos de crise, através da extensão das ajudas sanitárias e ao desemprego, é moralmente bom, mas também é muito melhor estímulo econômico que o corte de impostos", defendeu.

Por isso, pediu a Obama que não se deixe assustar por aqueles que querem que tenha um perfil discreto, e lembrou que o resultado eleitoral foi "um verdadeiro mandato" por parte da população, que votou em "um socialista e um redistribuidor" da riqueza, conforme foi acusado de ser pelo adversário John McCain na campanha. EFE mgl/db

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