SÃO PAULO - A operadora de telefonia móvel TIM anunciou hoje algumas mudanças em sua administração, com vistas a inaugurar uma nova fase da companhia, com foco mais bem direcionado e resultados mais consistentes. A presidência segue com Mário César Pereira de Araújo, porém foram divulgadas trocas em altos postos da diretoria.

A diretoria de Finanças e Relações com Investidores, por exemplo, será comandada por Cláudio Zezza, que chega para substituir Gianandrea Castelli. O diretor-geral, Francisco Locatti, também deixa a operadora, com sua vaga sendo acumulada por Araújo.

O presidente da TIM, no entanto, buscou não relacionar a saída dos executivos com os últimos resultados da operadora. Afirmou apenas que as mudanças na gestão servirão para alocar melhor os perfis de cada profissional e dar maior foco à companhia.

A operadora também anunciou uma revisão, para baixo, em suas metas operacionais de 2008. Para a receita líquida total, por exemplo, a TIM espera agora um crescimento de 7% em relação ao ano passado, ante 12% estipulado anteriormente. Para a margem Ebitda, relação entre geração de caixa e receita líquida, a meta caiu de 23% para algo entre 22% e 22,5%.

Foram mantidas as projeções para a base de clientes (37 milhões), participação no mercado nacional (26%) e investimentos (R$ 3,6 bilhões).

A TIM encerrou o segundo trimestre deste ano com prejuízo líquido de R$ 34,1 milhões, contra lucro de R$ 34 milhões registrado no mesmo período de 2007. A receita líquida total ficou em R$ 3,186 bilhões entre abril e junho, aumento de 4,1% sobre o registrado exercício anterior. Já a geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) recuou 14% no comparativo anual, para R$ 636,66 milhões. A margem Ebitda caiu 4,3 pontos percentuais, para 20%.

(Murillo Camarotto | Valor Online)

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