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No sentido inverso da crise, a Hyundai abre a primeira fábrica européia

A montadora sul-coreana Hyundai inaugurou oficialmente nesta segunda-feira seu primeiro parque de produção europeu na República Tcheca, num momento em que os construtores estão sendo atingidos em cheio pela crise financeira mundial.

AFP |

Durante a cerimônia, a direção sul-coreana não escondia seu otimismo, apesar de o ministro tcheco da Indústria, Martin Riman, estimar em seu discurso que "o momento escolhido para o lançamento não era exatamente o ideal".

"A crise não é um problema, vimos aqui justamente para começar", declarou à AFP o porta-voz da Hyundai Motor Manufacturing Czech (HMMC) Petr Vanek.

Construída perto da fronteira tcheca com a Polônia e a Eslováquia num terreno onde há pouco tempo cultivava-se legumes, a fábrica, que representa um investimento de 1,1 bilhão de euros, produz desde a semana passada modelos i30, concebidos para seduzir por seu preço e consumo moderados.

Na manhã desta segunda-feira, cerca de 300 pessoas foram convidadas para ver três veículos, - um azul, um branco e um vermelho - as cores tchecas, saírem das linhas de montagem, depois de cortada a fita vermelha.

Nos últimos meses, as grandes montadoras viram suas vendas derreterem com o aumento do preço dos combustíveis e a sensibilização sobre o meio ambiente. A crise também acentuou a tendência.

Envolto na tormenta, a francesa Renault acaba de anunciar a supressão de 6.000 postos de trabalho na Europa, entre eles 4.900 na França. Na Alemanha, a Opel concedeu várias semanas de férias coletivas; BMW, Daimler e Porsche previram reduções da produção, enquanto que a casa-matriz Volkswagen anunciava a supressão de 500 vagas interinas.

Apesar de um mercado local sustentado, a filial tcheca da Volkswagen, Skoda Auto, acaba de reduzir metas de produção de 788.000 a 759.000 unidades até o final do ano.

Além do Atlântico, as gigantes americanas General Motors e Ford Motor Co. anunciaram perdas e férias coletivas, levando o presidente eleito Barack Obama a prometer ajudas a construtores em dificuldade. A filial americana da Hyundai viu suas vendas desabarem 25,4% nos nove primeiros meses de 2008 e anunciou onze dias de paralisação técnica.

Em contraste, a usina tcheca da Hyundai conta aumentar sua mão-de-obra de 1.800 a 2.200 até o final do ano e, depois, a 3.400 em 2011.

frj/sof/sd

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