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No interior de SP, mais demissões

A crise global trouxe reflexos diretos e rápidos ao setor automobilístico instalado no interior de São Paulo. As empresas de autopeças da Região Metropolitana de Campinas já vinham desacelerando em outubro e agora em novembro aumentam o número de dispensas de funcionários e ampliam os anúncios de férias coletivas.

Agência Estado |

Nas últimas semanas, as homologações de demissões em indústrias com bandeira nacional e também de capital estrangeiro pegaram os trabalhadores de surpresa.

A base do Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas é de 45 mil trabalhadores e o peso das montadoras e autopeças (grupo 5) é praticamente a metade do quadro: 26.200 pessoas. Desde o início da crise, a entidade vem intensificando reuniões com a categoria. A Benteler está em férias coletivas por dez dias na sua unidade do Distrito Industrial de Campinas. A paralisação atinge o módulo ligado à General Motors.

A francesa Valeo está extinguindo o terceiro turno e remanejando o pessoal para o dia. Com isso, dispensou 20 empregados no mês passado e programou no mínimo 20 outros para este mês. O pedido é que funcionários com férias vencidas se afastem imediatamente. A mesma situação ocorre com a Eaton, em Valinhos.

A Magneti Marelli, em Hortolândia, que atende a montadoras - dentre elas o Grupo Fiat -, dispensou no fim de outubro 25 trabalhadores. A multinacional de pneus Goodyear, em Americana, ligada ao setor dos químicos, já propôs férias em dezembro a todos os seus 2,1 mil funcionários e dá sinais que outros ramos da produção industrial podem desacelerar.

Para o professor de economia da PUC-Campinas, Adauto Roberto Ribeiro, a desaceleração do mercado de autopeças surge por causa da falta de crédito interno e poderá atingir as exportações, que têm como principal mercado a America Latina. "No eixo entre Jundiaí e Limeira, empresas de autopeças vivem um momento de contenção da demanda."

Para Ribeiro, a redução das operações é necessária e deve perdurar pelos próximos três meses, até a definição de um novo cenário. Segundo ele, a região responde por 5% da produção no Brasil e 8% das exportações.

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