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No Conselhão, Rigotto propõe intervalo menor para reuniões do Copom

BRASÍLIA - O ex-governador gaúcho Germano Rigotto propôs nesta quinta-feira que o intervalo entre uma e outra reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) seja reduzido para acelerar os cortes na taxa básica de juros Selic.

Valor Online |

A proposta foi apresentada ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Conselhão), e recebeu o apoio imediato do presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (Cbic), Paulo Safadi Simão, que apóia a antecipação já da próxima reunião do Copom, marcada para os dias 10 e 11 de março. "Acho que estava mais do que na hora de começar a cortar os juros", disse Simão, sobre a redução da Selic ontem pelo Copom, de 13,75% para 12,75% ao ano, por cinco votos a três.

"O corte de um ponto percentual deixou claro que o Copom não está mais preocupado com a inflação e quer abrir espaço para a queda do spread na ponta", disse Simão.

O ex-governador faz parte de um comitê de acompanhamento da crise mundial, criado no Conselhão, que se reuniu hoje com o ministro das Relações Institucionais, José Múcio. O comitê quer se reunir a cada quinzena para ouvir economistas de dentro e fora do governo, avaliar as medidas anticrise adotadas, efeitos da crise e dar sugestões.

"A idéia é que cada setor discuta os impactos da crise em sua área e avalie as medidas que o governo tem adotado", complementou o presidente da Cbic.

Simão foi um dos convidados por Múcio a fazer uma avaliação da crise. Ao sair, ele reiterou que o governo estuda medidas para aquecimento da construção civil, como a desoneração tributária de materiais de construção.

Também foi sugerido na reunião do Conselhão, cuja plenária está prevista para março, que o Ministério da Fazenda efetive a diminuição de prazos para uso de créditos tributários, além de permitir que sejam usados no pagamento de outros tributos federais, de forma a dar fôlego para as empresas na crise.

A expectativa de Simão é de que o governo anuncie as novas medidas anticrise na próxima semana.

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