BRASÍLIA - O Tesouro Nacional informou que a demanda por títulos públicos federais caiu em setembro na comparação com agosto, além de retornar à trajetória de alta dos juros. A oferta pública de papéis em agosto ficou em R$ 43,124 bilhões, o nível mensal mais elevado desde junho de 2007, de R$ 44 bilhões.

BRASÍLIA - O Tesouro Nacional informou que a demanda por títulos públicos federais caiu em setembro na comparação com agosto, além de retornar à trajetória de alta dos juros. A oferta pública de papéis em agosto ficou em R$ 43,124 bilhões, o nível mensal mais elevado desde junho de 2007, de R$ 44 bilhões. O coordenador da dívida, Fernando Garrido, explicou que a expectativa de interrupção do processo de alta da taxa básica de juros Selic em agosto, que de fato ocorreu, gerou uma maior demanda dos investidores, em especial por papéis préfixados, e que por isso aceitaram rendimentos menores. Para uma taxa de 12,2% anuais no leilão do prefixado NTN-F com vencimento em 2021, ao fim de julho, por exemplo, o Tesouro conseguiu reduzir a 11,28% na última oferta de agosto. Outro exemplo é o do prefixado LTN mais longo, que vence em julho de 2011, vendida a 11,99% no mês anterior e a 11,43% ao ano ao fim de agosto. "A demanda caiu em setembro, embora continue boa, mas as taxas subiram. O mercado financeiro tende a justificar que a demanda é cíclica, e que já foi assimilada para a da Selic", disse Garrido. Ele não sanciona a visão de alguns analistas, de que o Comitê de Politica Monetária pode voltar subir os juros ainda neste ano. Dados divulgados hoje pelo Tesouro apontam que dos R$ 43,1 bilhões em títulos da oferta pública de agosto, 62% ou R$ 29 bilhões foram prefixados. Considerando outras modalidades, as emissões totais chegaram a R$ 47,79 bilhões, onde se incluem R$ 4,192 bilhões para pessoas físicas que investiram no Tesouro Direto. Os vencimentos globais atingiram R$ 36,947 bilhões. (Azelma Rodrigues | Valor)

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