Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Nível de endividamento em SP cai a 45%, o menor da série da Fecomercio

SÃO PAULO - O nível de endividamento na capital paulista caiu 8 pontos percentuais de julho para agosto e atingiu 45% dos paulistanos, menor patamar já registrado pela Federação do Comércio dos Estado de São Paulo (Fecomercio) em sua Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), que é feita mensalmente desde fevereiro de 2004 junto a 2.100 consumidores na cidade.

Valor Online |

O menor índice visto até então, de 48%, foi anotado nos meses de dezembro de 2007 e fevereiro e março deste ano. Na avaliação da entidade, esse desempenho se deve sobretudo à melhoria dos indicadores de emprego e renda no país, bem como à forte expansão do crédito.

A baixa é ainda mais expressiva se considerado o mês de agosto de 2997, quando o indicador de endividamento era de 59%, ou 14 pontos percentuais maior.

O universo de endividados inadimplentes também diminuiu de 35% em julho para 31% em agosto. Em agosto de 2007 essa taxa era de 44%. Os endividados estão mais concentrados na faixa de renda de até 3 salários mínimos, onde 55% estão nessa condição e 46% estão inadimplentes.

Entre os que ganham entre 3 e 10 salários mínimos essa participação de endividamento é de 50%, sendo que 29% estão com contas em atraso. Na faixa de renda acima de 10 salários mínimos os endividados somam 31% do total, com a inadimplência presente em 13% dos casos.

Os paulistanos estão comprometendo mais a renda com o pagamento de dívida, cujo índice passou de 31% em julho para 34% neste mês. A maior parte dos endividados tem prazo médio de endividamento de 3 meses a 1 ano (40%). O restante divide-se entre os períodos de até 3 meses (19%) e mais de 1 ano (38%).

Dos consumidores inadimplentes, 64% pretender pagar total ou parcialmente as dívidas em atraso, sendo que a intenção de pagamento é maior entre os paulistanos que ganham mais de 10 salários mínimos (74%), e menor (56%) entre os que ganham menos de 3 salários mínimos.

A maior parte dos inadimplentes (34%) está com dívidas em atraso de 30 a 60 dias. Outros 29% estão com atraso de mais de 90 dias e apenas 24% tem atrasos inferiores a 30 dias. Outros 12% estão entre 60 a 90 dias inadimplentes. O desemprego é o motivo apontado por 29% dos entrevistados para o atraso no pagamento de dívidas, Outros 28% têm como explicação a falta de controle financeiro.

A pesquisa revela ainda que o endividamento de 45% dos entrevistados é com cartão de crédito, e carnês, que são apontados por 25% dos consumidores. O maior impacto para as dívidas em agosto veio com a habitação, segundo 35% dos paulistanos, seguidos por 16% que apontaram eletrodomésticos e 13% que indicaram gastos com vestuários.

O endividamento atinge mais as mulheres da cidade de São Paulo (46%) do que os homens (43%). O comportamento é similar na inadimplência que vigora entre 32% das mulheres e 30% dos homens entrevistados. Na análise por faixa etária, 48% dos consumidores com até 35 anos estão endividados, enquanto os que têm mais de 35% somam 40%. Já o grupo de inadimplentes é maior entre os maiores do 35 anos (33%) do que entre os mais jovens (30%).

(Valor Online)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG