Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Nível de endividamento do paulistano é o menor desde 2004

SÃO PAULO - O nível de endividamento do consumidor paulistano registrou uma queda de sete pontos percentuais durante as duas primeiras semanas de fevereiro ante o mesmo período de janeiro. O patamar é o menor desde o início da pesquisa realizada pela Federação do Comércio de São Paulo (Fecomercio -SP) em 2004.

Redação com agências |

De acordo com o levantamento, a taxa de endividamento indicou uma retração de 45% em janeiro para 38% em fevereiro deste ano, confirmando o menor índice desde a primeira edição da pesquisa.

Na avaliação do presidente da entidade, Abram Sjazman, o consumidor paulistano está muito mais cauteloso, levando a um controle maior das dívidas de longo prazo. Para Sjazman, esse comportamento é um claro sinal dos efeitos da crise financeira mundial.

Segundo a pesquisa, 12% das famílias entrevistadas estão com contas em atraso. O número é 2 pontos percentuais menor do que o patamar registrado em janeiro. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o número é 3 pontos percentuais menor.

Em relação ao cartão de crédito, 46% estão com a fatura pendente, enquanto os carnês em atraso comprometem 28%. Os outros débitos estão relacionados a crédito pessoal (8%); cheque especial (4%); cheque pré-datado (2%), e crédito consignado (2%).

Para 32% dos paulistanos entrevistados, a despesa que mais afetou o orçamento familiar e resultou nas dívidas atuais foi o gasto com alimentos. Já 22% apontaram a compra de eletrodomésticos e eletroeletrônicos, e outros 22%, despesas com vestuário.

Neste mês, 35% dos pesquisados endividados tentaram renegociar a situação com os credores. A maioria (55%) relata ter encontrado taxa de juros elevada, enquanto para 27% faltou recurso financeiro. Outros 13% acharam o prazo de pagamento oferecido curto e em 3% dos casos o credor não admitiu renegociação. No levantamento, a federação ouviu 2.200 consumidores na capital paulista.

Faixa de renda

O levantamento da Fecomercio indica que 28% paulistanos com uma renda de até três salários mínimos carregam algum tipo de endividamento. Já 32% dos que ganham entre quatro e dez salários estão com dívidas. Este número chega a 48% na faixa com ganhos acima de dez salários.

Leia tudo sobre: fecomércio

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG