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Nível de confiança é maior preocupação na crise, diz diretor do UBS

SÃO PAULO - As medidas tomadas pelo Banco Central (BC) para dar um pouco mais de liquidez no mercado de crédito podem não ter tido muito sucesso, mas demonstram uma eficácia razoável. A avaliação é do diretor do banco UBS, Eduardo Loyo.

Valor Online |

"As medidas nos colocaram em uma situação muito melhor do que estaríamos se não tivessem sido tomadas", afirmou ao mencionar decisões como a liberação de compulsório, os leilões de linha externa do BC e a mais recente iniciativa, anunciada pela autoridade monetária na semana passada, de uma linha de financiamento para dívida externa do setor privado.

Na avaliação de Loyo, além dos canais de contágio conhecidos como o câmbio e crédito, a influência da crise mais preocupante neste momento tem a ver com o nível de confiança, tanto pelo lado do consumo quanto pelo lado dos investimentos.

"Eu tenho uma visão menos pessimista em relação ao consumo", disse lembrando que neste momento, diferentemente de outras situações de crise, a inflação não está alta a ponto de comprometer o poder de compra dos consumidores.

No entanto, o executivo acredita que o setor corporativo demonstra mais cautela por ora. Isso porque, em situações anteriores de crise, a contração para os investimentos foi mais evidente. Fora o aspecto de escassez de financiamentos, os investimentos das empresas também ficaram comprometidos pela queda dos preços de commodities.

Loyo mostrou apoio à medida conservadora do BC de manter a taxa Selic na quarta-feira da semana passada em 13,75% ao ano. De acordo com ele, ainda que a desaceleração global da economia afete a evolução econômica do Brasil também, é preciso ter atenção com os riscos. Atualmente, notou, o juro real já está em um nível "expancionista", em torno de 7%. Foi nesse patamar, segundo ele, que o Banco Central decidiu retomar neste ano a alta do juro básico para evitar que uma demanda acelerada elevasse o nível de inflação.

Loyo participa nesta manhã do seminário "Reavaliação do Risco Brasil", promovido pela FGV e pelo Valor em São Paulo. Também estão presentes a representante da S & P no Brasil, Regina Nunes, o diretor da Vale, Fábio Barbosa, É esperado para ainda esta manhã a participação do presidente do BC, Henrique Meirelles.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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