Tóquio, 31 out (EFE).- O fabricante de veículos japonês Nissan anunciou hoje que entre julho e setembro obteve um lucro líquido de 73,5 bilhões de ienes (US$ 754 milhões), 38,8% menos que no mesmo período do ano passado.

Durante o segundo trimestre do atual exercício fiscal, que termina em março de 2009, o terceiro maior construtor japonês viu seu lucro por operações ser reduzido em 48,9%, para 111,7 bilhões de ienes (US$ 1,147 bilhão).

A esta tendência de baixa por operações se juntou uma queda de 3,7% dos lucros procedentes de suas vendas para 2,52 trilhões de ienes (US$ 25,949 bilhões).

O fabricante japonês, que tem uma aliança com a francesa Renault, considerou hoje que a redução de seu lucro líquido se deveu em grande parte à valorização do iene frente ao dólar e a queda da demanda em suas vendas de veículos nos Estados Unidos e Europa.

"A crise econômica e financeira global teve um profundo efeito em nossa indústria, e os problemas de crédito e o retrocesso da confiança dos consumidores foram os fatores mais prejudiciais", disse o presidente de Nissan, o brasileiro Carlos Ghosn.

"Vimos que não houve trégua no segundo trimestre e por isso estamos tomando as medidas necessárias para proteger a companhia", acrescentou.

Apesar de ter reduzido seu lucro líquido, a Nissan vendeu 966.000 carros no mundo todo, 2,52% mais que entre julho e setembro do ano passado.

Os mercados estrangeiros foram os responsáveis pelo aumento de 20,6% de suas vendas, especialmente China e Oriente Médio, segundo a companhia.

A Nissan também reduziu em 53% suas previsões de lucro líquido para o atual ano fiscal para 160 bilhões de ienes (US$ 1,652 bilhão), frente aos 340 bilhões de ienes (US$ 3,510 bilhões) anunciados anteriormente.

A companhia também revisou para baixo sua previsão de vendas, que se reduzem para 9,6 trilhões de ienes (US$ 99,158 bilhões), frente aos 10,4 trilhões de ienes (US$ 107,393 bilhões) estabelecidos inicialmente.

A Nissan espera também um lucro por operações de US$ 270 bilhões de ienes (US$ 2,787 bilhões), em vez de 550 bilhões de ienes (US$ 5,678 bilhões) previstos inicialmente. EFE icr/ma

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.