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Nissan prevê forte prejuízo e anuncia demissão de 20 mil funcionários

SÃO PAULO - A Nissan acaba de ampliar a lista de companhias que projetam fechar o ano fiscal com perdas recordes e definem estratégias de corte de custos. A montadora japonesa disse hoje que espera registrar um prejuízo líquido de 265 bilhões de ienes no ano que termina no próximo mês e anunciou que pretende demitir 20 mil funcionários antes de março de 2010.

Valor Online |

"Apesar das ações realizadas em 2008 para responder à crise global, as condições preocupantes do mercado mostram a necessidade de novas mudanças na estratégia de gestão de caixa, na estrutura de negócios e nos planos de investimentos", afirmou a empresa em nota.

Além de diminuir o quadro de funcionários em todo o mundo de 235 mil para 215 mil, a companhia anunciou o cancelamento dos bônus de seus executivos para este ano e redução salarial.

"Estas e outras medidas vão reduzir a produção global em 787 mil unidades - 20% de decréscimo ante o volume planejado - até o fim deste ano fiscal", afirmou a montadora no documento.

As iniciativas da Nissan são uma resposta à queda da demanda global por automóveis, que tem afetado profundamente os resultados da empresa.

Nos últimos três meses do ano passado, a companhia registrou prejuízo liquido depois dos impostos de 83,2 bilhões de ienes, sendo que no mesmo período do ano passado tinha acumulado 132,2 bilhões de ienes de lucro líquido. A receita líquida da empresa automobilística caiu 34,4% para 1,8 trilhão de ienes. A Nissan vendeu 731 mil veículos em todo o mundo entre outubro e dezembro, ou 18,6% a menos em relação a intervalo correspondente de um ano antes.

"As perdas estão sendo guiadas pela severa retração da economia global no segundo semestre de 2008 e, em particular, pelo impacto do iene forte e pela diminuição da confiança do consumidor na maioria dos mercados", afirmou em nota o presidente e executivo-chefe da empresa, Carlos Ghosn.

A empresa divulgou ainda suas novas projeções para o ano fiscal completo. Acredita que terá um prejuízo líquido de 265 bilhões de ienes. Antes, previa lucro para o exercício.

(Vanessa Dezem | Valor Online, com agências internacionais)

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