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Nissan prevê crescimento em 2009

PORTO ALEGRE - Mesmo com a desaceleração econômica puxando para baixo as projeções do setor automotivo no país, a Nissan prevê um aumento na participação de mercado para 1,5% em 2009, ante 0,6% a 0,65% neste ano. Mais forte no segmento de utilitários, que oferecem margens melhores e que devido ao perfil dos consumidores não dependem tanto de financiamento como os modelos populares das grandes montadoras, a empresa também colocará à venda no ano que vem seus dois primeiros carros de passeio fabricados no Brasil e pretende crescer na crise ocupando espaços dos concorrentes.

Valor Online |

" Com o mercado imprevisível devemos trabalhar com metas de participação e não de volumes " , disse ontem o presidente da Nissan Mercosul, Thomas Besson. Segundo ele, há quatro semanas, quando a avaliação era de que a crise se relacionava basicamente à escassez de crédito, a empresa trabalhava com uma projeção de demanda interna de 2,5 milhões de veículos para 2009. Agora há a percepção de que a confiança do consumidor começa a ser abalada e a estimativa foi revista para 2,2 milhões de unidades.

A previsão poderá ser novamente modificada, para mais ou para menos, depois do fechamento das vendas deste mês, explicou o executivo. Ele informou que a produção será reduzida em dezembro na unidade compartilhada com a Renault em São José dos Pinhais (PR), mas não disse em que medida. No fim de outubro a empresa havia informado que decidiu adiar a implantação do terceiro turno na fábrica, à espera de uma definição mais clara do cenário econômico.

Considerando apenas as linhas de comerciais leves, que incluem os utilitários 4x4 X-Trail e Frontier produzidos em São José dos Pinhais, a Nissan cresceu, em novembro, 3,9% em comparação com outubro e 13,5% com setembro de 2007, para 505 unidades comercializadas no país. No total, incluindo os automóveis de passeio importados, a companhia vendeu 988 veículos, com queda de 18,4% frente a outubro e de 35,3% em relação a idêntico período de 2007.

Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro desses dois segmentos encolheu 26% e 26,4% ante outubro e novembro de 2007, para 166,2 mil unidades, enquanto as vendas somente de comerciais leves tiveram quedas de 22,4% e de 8,9%, respectivamente, para 33,9 mil carros. Os dados foram divulgados ontem pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Besson acredita que a desaceleração econômica no Brasil será mais curta do que nos países desenvolvidos e deve durar entre um ano a um ano e meio, no máximo. Por conta disso, apesar do lançamento do Livina, um monovolume com motor bicombustível 1.6 e 1.8, em março de 2009 e de um segundo modelo de passeio no segundo semestre, a Nissan deve ampliar a rede de concessionárias das 67 unidades atuais para cerca de 80 no ano que vem, ante a meta de 120 traçada ainda em 2006. Segundo o executivo, o mercado automobilístico do país ainda tem grande potencial de crescimento, mas a expansão anual de cerca de 20% que vinha ocorrendo nos últimos anos não era " real " .

(Sérgio Bueno | Valor Econômico)

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