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ABUYA (Reuters) - Os preços mundiais do petróleo precisam estar acima de 40 dólares o barril para manter economicamente viável a produção e exploração em águas profundas na Nigéria, informou Mohammed Sanusi Barkindo, presidente da petrolífera estatal nigeriana, nesta terça-feira. A queda acentuada do petróleo nos últimos seis meses e a restrição global de crédito aumentaram as preocupações de que muitos projetos fora da costa possam ser cancelados ou adiados no país, oitavo maior exportador mundial da commodity

"Os projetos em águas profundas na região, particularmente nas ultra-profundas requerem um preço de petróleo sustentável acima de 40 dólares o barril para manter a produção, exploração e o desenvolvimento", disse Barkindo em uma conferência de petróleo e gás.

Os preços do petróleo despencaram para 44 dólares o barril, ante um recorde histórico de mais de 147 dólares o barril verificado em julho do ano passado.

Ao mesmo tempo, os custos de construção, mão-de-obra e segurança subiram significativamente nos últimos anos para as petrolíferas domésticas e internacionais que operam na Nigéria, como a Royal Dutch Shell e a Exxon Mobil.

"Dada a incerteza dos preços do petróleo no longo prazo, a indústria deve examinar formas de alcançar uma brusca redução de custos", afirmou o presidente da NNPC.

Quase todo o crescimento da produção de petróleo na Nigéria deve vir de instalações de fora da costa, que já representam 40 por cento da atual produção de menos de 2 milhões de barris por dia.

A Petrobras começou a produzir na Nigéria em julho do ano passado, no campo de Agbami, e deve atingir no segundo semestre deste ano o pico de produção de 33 mil barris de petróleo leve (netre 45 e 48 graus API). A profundidade média de água no local do campo é de 1.400 metros.

A empresa brasileira divulgou na semana passada seu plano de negócios para o período 2009-2013, de 174,4 bilhões de dólares, no qual manteve inalterada sua política para as operações fora do país.

(Por Randy Fabi)

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